CRÍTICA | Covil de Ladrões

Covil de Ladrões é aquele filme pra assistir num domingão a tarde Christian Gudegast dirige longa sobre polícia x ladrão. Até aqui, nada demais. O gênero é rico e...
Covil de ladrões

Covil de Ladrões é aquele filme
pra assistir num domingão a tarde

Christian Gudegast dirige longa sobre polícia x ladrão. Até aqui, nada demais. O gênero é rico e oferece diversas abordagens. Em Covil de Ladrões, protagonizado por Gerard Butler e Pablo Schreiber, temos a história de um grupo de assaltantes formado por ex-militares e a como a polícia de Los Angeles irá interromper uma série de assaltos à bancos bem elaborados.

A trama é simples

Folgado, cheio de manias e intransigente, Nick (Butler) começa a investigar uma nova onda de assaltos. Precisando lidar com o FBI nas costas, ele põe sua equipe especializada da policia de elite de L.A. atrás deste grupo de assaltantes que parece ter mais experiências além de roubo.

Enquanto isso, Ray Merrimen (Pablo Schreiber) e sua trupe organizam um assalto em um banco teoriocamente impenetrável. A partir disso, temos um longa de mais de 2h, cheio de tiros e homens suando testosterona.

Não impressiona, mas vale a pena

O longa tem sua tensão. As cenas de tiroteio são realísticas e até nos simpatizamos com os personagens, mas o grande problema de Covil de Ladrões são seus clichês dos personagens.

Nick é um policial com traumas familiares e consome álcool em exagero. Ele é o tipão machão que peita qualquer um em prol do seu faro. O ego fala mais alto que qualquer outra coisa e, no final, temos aquela mistura de Duro de Matar com Máquina Mortífera e um toque de Denzel Washington em qualquer papel de policial.

Os “vilões” não ficam atrás. O fato deles serem ex-militares apenas o preenchem com certos conhecimentos táticos que um “ladrão normal” não teria. O ponto no longa não é o roubo em si, e sim como que esse grupo vai acertar seus conflitos com a polícia. Fisicamente e psicologicamente falando.

Existe um passado

Para compor a narrativa, temos uma história de pano de fundo entre Nick e Ray e o longa se preocupa em estabelecer este impasse para o gran finale onde os dois irão se enfrentar.

Vale a pena?

O longa e bem dirigido, tem uma intriga interessante em pauta, mas é esquecível. Falta um fôlego com personagens mais marcantes e uma reviravolta que justifique tamanha violência explícita. Sanguinário, o longa tem um final apático e que não sustenta todo o foco dado à Nick e Ray acertando suas “contas”.

Outra coisa que incomoda é o ritmo. Hora frenético, hora parado. Falta estabilidade e, de novo, personagens de fundo mais interessantes, já que a motivação para fazer os assaltos você simplesmente não registra. Se for para bancar Onze Homens e um Segredo, inclua um “aventura” no gênero e assuma uma proposta mais cômica.

Covil de Ladrões já está em exibição nos cinemas.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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