crítica de Creed II

CRÍTICA | Creed II – Volta ao ringue tão bom quanto o primeiro

Mais porrada.... literalmente!

Creed II traz uma jornada mais pessoal para Adonis Johnson

Rocky é uma série de filmes foda. Ponto. Não tem muito o que discutir. Em seis filmes, que sim, admitimos que a qualidade varia, incontáveis fãs de diversas gerações foram conquistados pela saga de um boxeador humilde da Philadelphia com uma força de vontade indomável e um gancho de esquerda matador. Na sequencia, veio Creed: Nascido para Lutar, que trouxe Adonis “Donnie” Johnson, filho ilegítimo de Apollo Creed, o outrora rival e melhor amigo de Balboa. O primeiro filme foi um verdadeiro soco no estômago, mostrando uma trama envolvente, um elenco carismático e uma direção confiante do futuro diretor de Pantera Negra, Ryan Coogler. Agora, Donnie volta para os ringues para enfrentar o passado de seu pai em Creed II.

Creed II

Após perder para Ricky Conlin, Adonis Johnson Creed (Michael B. Jordan) conquista diversas vitórias e eventualmente vence o cinturão de campeão peso pesado. Famoso, vencedor e casado com Bianca (Tessa Thompson), Donnie deixa para trás sua vida na Philadelphia e se muda para Los Angeles com a patroa.

Ressurge Ivan Drago (Dolph Lundgren), o boxeador soviético que matou Apollo Creed (Carl Weathers) e foi derrotado por Rocky (Sylvester Stallone). Após perder para o americano, o lutador caiu em desgraça e se refugiou na Ucrânia. Ele enxerga em Donnie uma oportunidade para voltar ao topo por meio de seu filho Viktor (Florian Munteanu), que também é lutador.

No ringue, os filhos dos dois lutadores do embate que terminou em tragédia, vão se enfrentar, não só pelo título de campeão, mas com o peso do legado de seus pais nas costas.

Uma jornada pessoal

Apesar de muito do peso emocional, e a trama de Creed II nascer dos eventos de Rocky IV, o roteiro aqui tem muito mais semelhanças com Rocky III. É uma jornada que mostra o que acontece quando um lutador fica confortável, perde a fúria e precisa se reerguer. É uma trama clássica e que bem feita, nunca cansa de ser contada.

A direção de Steven Caple Jr. é mais documental. Se Coogler usava planos sequencia e enquadramentos limpos para criar lutas que davam destaque à coreografia, o diretor de Creed II joga a câmera no meio do caos. Viktor e Donnie parecem dois animais se matando, é uma filmagem mais crua, suja e reflete melhor o peso e trauma dos personagens.

É fascinante ver um personagem como Ivan Drago, até então apenas um super-homem soviético frio e cruel, ser totalmente humanizado. Viktor ainda parece que foi feito em computação gráfica mas, no fundo, aquele embate lendário foi tão traumático para ele quanto para Donnie.

Desta vez, Rocky Balboa tem uma participação menor na trama. Afinal, na entrada anterior da série, o lutador já havia passado o manto para a próxima geração, apesar de ter uma presença significativa na jornada emocional do protagonista. Aqui, ele retorna para oferecer a Donnie a mesma ajuda que Apollo o ofereceu tantos anos atrás.

Falar mais sobre a trama seria estragar algumas reviravoltas interessantes e tiraria um pouco do impacto emocional da experiência. A equação é simples, se você é fã da saga Creed II é um acerto em cheio. Mesmo se você não é um grande fã (seu/sua monstro/a), o elenco carismático, a história universal e algumas das sequencias de treinamento mais marcantes da série vão te converter.

Creed II estreia dia 24 de Janeiro de 2019 nos cinemas Brasileiros.

Até a próxima!

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Nota
9.5
Nota
O bom
  • Michael B. Jordan segue como uma presença monstruosa no cinema.
O ruim
  • Alguns personagens coadjuvantes ficam um pouco jogados na história, como Bianca.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    9
  • Elenco
    9
  • Enredo
    10
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