Cyrano Mon Amour conta a história da criação da peça Cyrano de Bergerac e seu craidor Edmond Rostand em um romance charmoso e criativo. Confira nossa crítica

CRÍTICA | Cyrano Mon Amour

Cyrano Mon Amour conta a história da criação da peça Cyrano de Bergerac e seu craidor Edmond Rostand em um romance charmoso e criativo. Confira nossa crítica...

A história por trás de uma das peças mais famosas da França é contada no charmoso Cyrano Mon Amour

Tem sido comum na produção cinematográfica, prestar homenagens ao teatro como um todo. Existem incontáveis produções sobre a obra de William Shakespeare, clássicos de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle que foram levados para o teatro, e claro, alguns momentos muito raros de histórias que poucas pessoas contaram sobre os bastidores de algum fato lendário. É o caso de Cyrano Mon Amour.

O título nacional esconde sabiamente o verdadeiro tema dessa fantástica produção francesa sobre Edmond Rostand, o autor da clássica obra teatral francesa Cyrano de Bergerac. O personagem é um soldado francês e excelente espadachim do século 18, mas também um homem das palavras e que tem um defeito físico impossível de esconder: um grande nariz. Secretamente apaixonado pela prima Roxanne, Cyrano descobre que seu colega de armas, Christian, também nutre uma paixão  pela garota. O destino, claro, cria uma situação delicada nesse triângulo, e o que poderia ser uma história romântica, acaba num drama excepcional. No cinema, existem duas versões memoráveis de Cyrano de Bergerac: uma estrelada por José Ferrer, em 1950 e que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator; e outra com Gérard Depardieu, feita em 1990, e que foi indicado ao Oscar. Ah, sim, tema a comédia romântica Roxanne, estrelada por Steve Martin e Darryl Hannah, mas isso é outra história.

Cyrano Mon Amour

A história de Cyrano Mon Amour leva o público a uma viagem até Paris no ano de 1987. Edmond Rostand (Thomas Solivérès, de Intocáveis) está num meio de uma crise criativa. Ele precisa de um novo sucesso porque tem uma família para cuidar. Sua madrinha teatral é a grande Sarah Bernhardt (Clémentine Célarié), que estreou seu ultimo trabalho nos palcos de Paris. É ela que o indica para conversar com o produtor e ator Constant Coquelin (Olivier Goumert, de O Exercício do Poder). Mas Edmond não tem nenhuma ideia para apresentar até que decide improvisar a história que se transformaria em Cyrano de Bergerac.

O filme vai mostrando poeticamente como Edmond vai construindo a história, tirando sua fonte de inspiração de um fato que acontece com seu melhor amigo Léo Volny (Tom Leeb, de No Limite) e que irá interpretar Christian na peça. Com muito humor, cada uma das situações durante a construção do futuro sucesso parece uma história de outro grande personagem francês, Asterix – O Gaulês. O ritmo com que a história vai se desenvolvendo é de uma leveza que faz o tempo passar rapidamente, deixando a sensação de querer saber mais sobre esse momento histórico do teatro francês. Quer dizer, da história do teatro mundial.

Com fotografia de belle époque, Cyrano Mon Amour é uma programa essencial para quem quer conhecer com surgiu uma das mais bonitas e emocionantes histórias de amor do mundo. Veja nos créditos, a quantidade de versões cinematográficas feitas da obra original. Nem mesmo no criativo Edmond Rostand poderia imaginar um final tão feliz como esse.

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Nota
10
Nota
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Enredo
    10
  • Elenco
    10
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CriticasFilmes

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