[CRÍTICA] DC’s Legends of Tomorrow – T01E01 – “Pilot, Part One”

DC’s Legends of Tomorrow tem uma estreia fraca porém ainda promete algo O Arrowverso não para de crescer. Após as aventuras do Arqueiro Verde surgirem na televisão de forma acessível e...

DC’s Legends of Tomorrow tem uma estreia fraca
porém ainda promete algo

O Arrowverso não para de crescer. Após as aventuras do Arqueiro Verde surgirem na televisão de forma acessível e com enfoque em drama urbano, surgiu o drama meta-humano de The Flash, com uma pauta mais ambiciosa e uma vontade maior de trazer à tona elementos das HQs para uma série televisiva. Greg Berlanti, Andrew Kreisberg, e Marc Guggenheim, trazem agora para as telas, DC´s Legends of Tomorrow, talvez uma das adaptações de quadrinhos mais grandiosas já feitas para a televisão. Infelizmente aqui, maior não necessariamente significa melhor.

Mesmo com inúmeros episódios de Flash e Arrow dedicados a introduzir personagens, conceitos e premissas da série, a primeira metade do episódio estreante ainda oferece uma narrativa acelerada e um pouco desgastante para a audiência. Da mesma forma que as histórias de Oliver Queen surgiram com um ar de Batman Begins e as de Barry Allen começaram levemente inspiradas nos filmes do Homem-Aranha, DC´s Legends of Tomorrow tenta ser uma mistura de Vingadores com Doctor Who. E talvez aí é que more o problema.

Os Vingadores funcionou como um filme, apesar de ter uma narrativa vaga, porque foi criado para funcionar como uma espécie de quarto ato para todos os longas que vieram antes. A audiência foi cativada por um filme onde o protagonista alterava conforme a preferência do telespectador. Afinal, fãs de Homem de Ferro torciam para Tony Stark, entusiastas do Capitão América podiam acompanhar Steve Rogers e por aí vai. Em Legends of Tomorrow, somos rapidamente introduzidos ou reintroduzidos ao elenco, muitos personagens que habitaram o segundo plano da trama de suas séries irmãs e, portanto, não tiveram espaço para cativar um público.

A história começa com Rip Hunter, um agente do Senhores do Tempo, uma espécie de agência regulatória da linha temporal (tipo Timecop do Van Damme) que testemunha a morte de sua família nas mãos de Vandal Savage, o guerreiro imortal introduzido no episódio crossover de Arrow/Flash. Por regras de conduta, os Senhores do Tempo não podem alterar eventos históricos por ganho próprio, neste momento, Hunter rouba uma máquina do tempo e decide derrotar Savage por conta própria. Para isso, reúne diversos heróis e vilões de Star e Central City para formar sua equipe. As motivações para cada personagem se juntar à expedição é rasa e alguns heróis, como o Dr. Stein, uma das metades do Nuclear, simplesmente droga Jax e o joga para dentro da nave, totalmente fora de personagem.

O protagonismo da série fica nos ombros do Gavião Negro e da Mulher Gavião já que estes são inimigos de Savage em suas inúmeras encarnações. São personagens interessantes, mas que não oferecem muito em termos de origem, portanto são pouco chamativos. Aqui vai um voto de fé para que estes se desenvolvam um pouco mais ao longo dos episódios.

Apesar da primeira viagem da equipe ser para a década de 70, ainda existe a esperança de DC´s Legends of Tomorrow explorar futuros alternativos, realidades paralelas e toda a criatividade que o multiverso da DC permite para esse tipo de premissa. O segundo episódio vai ao ar na Warner Channel dia 25 de fevereiro.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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