[CRÍTICA] DC’s Legends of Tomorrow – T01E10 – “Progeny”

Em DC’s Legends of Tomorrow chegou a hora de pensar em matar um Hitler criança DC’s Legends of Tomorrow releva um de seus problemas fundamentais em seu décimo episódio....

Em DC’s Legends of Tomorrow chegou a hora
de pensar em matar um Hitler criança

DC’s Legends of Tomorrow releva um de seus problemas fundamentais em seu décimo episódio. Muitos programas de TV que fazem uso da viagem do tempo acabam caindo nesta armadilha, a perda de voz própria. É bastante divertido explorar diferentes gêneros narrativos nas diversas épocas que os protagonistas visitam, mas nestas, o programa corre o risco de perder sua identidade. Enquanto Arrow tenta ser um Batman sem ter Batman e The Flash celebra as divertidas histórias da era de prata do herói, esta série continua seguindo como uma estranha mistura de Doctor Who e Quantum Leap.

O episódio da vez mostra os heróis em uma distopia no futuro onde cada espaço geográfico do planeta é controlado por uma mega-corporação. Dentro das fronteiras da Kaznian Conglomerate, Vandal Savage é o mentor de Per Degaton, o filho do líder da corporação e um jovem proto-Joffrey Baratheon que tem todo o charme de um futuro tirano. Dentro da Kaznian, pessoas são monitoradas constantemente e a segurança é mantida por versões futuristas automatizadas da armadura de Ray.

A sociedade distópica, inteiramente controlada por empresas, não é exatamente uma premissa refrescante mas, por sorte, temos Rip Hunter cada vez mais desesperado para impedir a ascensão de Savage e disposto a cometer algumas atrocidades. Segundo os registros do futuro, Savage transformará Per Degaton em um ditador tirânico que será responsável pela aniquilação de uma grande parcela da população humana por meio de um vírus apocalíptico. Esta seria o primeiro passo para o vilão dominar o mundo. Eis que surge o clássico dilema de matar um bebê Hitler.

Um ponto preocupante de DC’s Legends of Tomorrow é a repetição dos temas. Rip Hunter claramente é um homem assombrado pelo seu passado e perturbado pela sua missão, mas os episódios que colocam o personagem frente à uma decisão moralmente questionável sempre resulta em um embate com a equipe e um desfecho preguiçoso. Será que tomar a vida de uma criança, por mais que esta irá crescer para se tornar um monstro, é moralmente justificável?

Existe um fraco paralelo entre este dilema e o fato da Kaznian Conglomerate ser uma versão futurista da Palmer Technologies, mas pela falta de tempo que o episódio se dedica ao tema, não se chega em nenhuma grande conclusão ou filosofia sobre o tema. Per Degaton é liberado, os heróis brigam contra os vilões e mais uma vez Savage escapa.

Progeny se garante por algumas fortes atuações, especialmente do sinistro Degaton, mas falta espaço para explicar as atitudes de Rip com mais clareza e porque ele escolheu exclusivamente uma equipe que sempre irá se rebelar contra suas ordens mais cruéis.

Até a próxima!

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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