CRÍTICA | Dragon Ball Super: Broly

CRÍTICA | Dragon Ball Super: Broly é um dos melhores filmes da franquia

Dragon Ball Super: Broly reformula o lendário Saiyajin e finalmente o torna canônico Broly é provavelmente um dos vilões mais populares da franquia Dragon Ball. Apesar de não ser...

Dragon Ball Super: Broly reformula o lendário Saiyajin e finalmente o torna canônico

Broly é provavelmente um dos vilões mais populares da franquia Dragon Ball. Apesar de não ser considerado cânone (nenhum longa metragem ou OVA antes da fase Super é considerado), o super Saiyajin lendário conquistou inúmeros fãs. Agora, sob a tutela de Akira Toriyama, o personagem ganha uma versão repaginada, e mais interessante, em Dragon Ball Super: Broly.

A Destruição do Planeta Vegeta

Diversos detalhes sobre os dias finais do planeta Vegeta são recontados aqui. Nesta versão, o Rei Vegeta, invejoso que o filho de um guerreiro inferior é mais poderoso que seu filho, envia a criança para um planeta inóspito, ainda bebê, para conquista-lo em nome de Freeza e o Rei Cold. O bebê Broly, mesmo com seu imenso poder, tem poucas chances de sobreviver neste planeta. Seu pai Paragus, rouba uma nave e vai ao resgate da criança.

Sim, nesta versão, tiraram aquela ladainha idiota que o Broly ficou louco porque não conseguia dormir por causa do choro do Kakaroto.

Em paralelo, vemos os momentos finais de Bardock no planeta, roubando uma nave e enviando seu filho Kakaroto para a Terra, onde ele cresceria para se tornar Son Goku. É raro ver momentos onde os Saiyajin mostram qualquer tipo de emoção ou vinculo com os filhos, mas Toriyama queria muito testar o departamento jurídico da DC nesse pedaço do filme.

Chegada na Terra

Broly cresce sob a cruel manipulação de seu pai. Seu poder é imenso, e a única coisa que o mantém sob controle é uma coleira de choque. O pouco de felicidade que ele encontrou no planeta foi tirado por Paragus. Eventualmente, batedores de Freeza encontram o planeta e trazem os dois para o vilão. Com uma criatura tão poderosa sob seu comando, Freeza alimenta a sede de vingança de Paragus e informa que o filho do Rei Vegeta agora mora na Terra.

E bom, o resto do filme é pancadaria. Broly, sem qualquer tipo de transformação, aguenta ir pau a pau com Vegeta nível Super Saiyajin Azul. Freeza, lembrando seu confronto com Goku em Namekusei, assassina Paragus para ver o que isso faria com o nível de poder de Broly – e funciona, o rapaz vira uma máquina de destruição em massa. E só quando Goku e Vegeta unem seus poderes através da dança da fusão (Gogeta também virou cânone!) que surge uma chance de derrota-lo.

Um dos melhores filmes da série

Esta versão de Broly é o primeiro saiyajin trágico da série. Uma espécie de versão sombria de Goku, que se tornou um guerreiro amargurado pela cruel manipulação e desejo cego de vingança de seu pai. Um dos elementos que tornou Dragon Ball e suas continuações um fenômeno tão grande pelo mundo é essa dose de humanidade que Toriyama consegue injetar nas histórias. Sim, as vezes o tom parte para absurdo e a despretensão do autor com seriedade quebram um pouco a narrativa, mas não é a toa que da cabeça do sujeito saem tantos personagens marcantes e queridos.

A qualidade da animação é semelhante a Super, ou seja, alterna entre cenas fantásticas de ação e traços mal feitos para economizar tempo. Parte do peso dramático é contra-balanceado com os momentos absurdos, como Freeza querer reunir as esferas do dragão para ficar 5 cm mais alto mas, mesmo assim, é um prato cheio para fãs do anime.

Dragon Ball Super: Broly estreia dia 3 de janeiro nos cinemas brasileiros.

Até a próxima!

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Nota
7
Nota
O bom
  • Excelentes cenas de combate
  • Versão mais humana e interessante de Broly.
O ruim
  • Personagens reagem de forma hiperbólica o tempo todo, não era tão comum na fase Z.
  • Direção
    8
  • Enredo
    7
  • Roteiro
    6
  • Elenco
    7
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