CRÍTICA | É Fada! – Kéfera e o Kolapso Kancerígeno do Cinema Nacional

Sentem-se crianças: eu assisti É Fada! e preciso compartilhar. O filme/livro Os Meninos do Brasil conta a história de um caçador de nazistas que descobre que Josef “Anjo da...
é fada

Sentem-se crianças: eu assisti É Fada! e preciso compartilhar.

é fadaO filme/livro Os Meninos do Brasil conta a história de um caçador de nazistas que descobre que Josef “Anjo da Morte” Mengele está foragido na nossa terrinha e tentando clonar Adolf Hitler. É uma ficção científica farofa que se tornou realidade quando da malebolge mais profana da entropia tóxica do Paraná surgiu Kéfera Buchmann. A YouTuber entusiasta de blackface marcou sua estreia no cinema e nos pesadelos do consciente coletivo da humanidade com a abominação É Fada!.

O longa conta a história de Geraldine (Kéfera “Sete Trompetas do Armagedon” Buchmann), uma fada incumbida de ajudar Júlia (Klara Castanho) a sobreviver a um colegial inteiramente populado de clichês teen. A atrapalhada fada precisa ser bem sucedida nesta missão para recuperar suas asas, que foram perdidas quando ela fez o Felipão perder da Alemanha de 7×1.

Para mostrar que a fada Kéfera não é uma fada qualquer, ela fala vários palavrões (porque fada e foda soam parecidos e o acéfalo que escreveu esse roteiro provavelmente tem dificuldades de usar o banheiro como um adulto). Para mostrar todo o “timing” “cômico” da “atriz” principal, a protagonista solta suas falas com uma velocidade que prisioneiros de cartéis mexicanos com uma arma na cabeça não conseguem acompanhar na hora de implorar.

E pior, eu paguei R$ 11,90 para ver o equivalente cinematográfico de descobrir que seu bebê nasceu soro positivo. Por este valor eu poderia comprar duas doses de pinga e uma coxinha, pedir que alguns mendigos me enchessem de porrada em um beco ou adquirir uma faca para riscar meu próprio carro, todas atividades preferíveis aos 86 minutos que jamais terei de volta.

É Fada! tem uma direção mais preguiçosa que novela das 19h e um roteiro que inexplicavelmente tenta plagiar Meninas Malvadas. Assim como o final de Akira, É Fada! imita Tetsuo se tornando uma gigantesca massa cancerígena que consome filmes melhores para sobreviver. Pronto, falei da direção porque, teoricamente, isso ainda é uma crítica. Felizes? Ok, vou começar a xingar de novo.

Essa merda fez 16 milhões de bilheteria. Foi um sucesso. Teorizo que o número de adolescentes cujas mães fumaram na gravidez é estarrecedor. Ao menos que o governo americano adquiriu algumas cópias para torturar suspeitos de terrorismo em blacksites da CIA espalhados pelo Afeganistão. Seria a sexualização de meninas de 15 anos? Um elemento recorrente ao longo do filme? Pedófilos têm tanta renda para entretenimento assim?

Espero sinceramente que historiadores do futuro coloquem É Fada! junto ao Triunfo da Vontade como filmes que marcaram períodos sombrios da humanidade. É praticamente um milagre que pela “bagatela” de três milhões de reais, um conjunto de cinegrafistas brasileiros se reuniu para tecer uma experiência que inexplicavelmente provoca raiva animalesca ininterrupta. Meu cérebro inconscientemente pergunta se eu estava vendo um filme ou se minha família foi assassinada e eu descobri o culpado.

O filme está disponível no NOW, ele custa R$ 11,90 e existe. Sim, ele existe, um resquício tóxico de 2016, considerado por muitas pessoas como a “Kéfera” dos anos do calendário gregoriano.

Ugh…

Comente via Facebook!

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Categorias
Criticas

Ver também