[CRÍTICA] Evereste – Uma história real sobre uma gélida escalada

Em Evereste acompanhamos o árduo preparo necessário para chegar ao topo Baseado nos relatos dos livros “No Ar Rarefeito”, de Jon Krakauer, e “Deixado para Morrer”, de Beck Weathers, Evereste retrata...

Em Evereste acompanhamos o árduo preparo necessário
para chegar ao topo

evereste-universal-studios-criticaBaseado nos relatos dos livros “No Ar Rarefeito”, de Jon Krakauer, e “Deixado para Morrer”, de Beck Weathers, Evereste retrata uma aventura sobre dois grupos de expedição que pretendem alcançar o ponto mais alto do Monte Evereste. A montanha, localizada na Cordilheira do Himalaia, na fronteira do Nepal e a da China, é um dos cumes mais cobiçados pelos escaladores e também um dos mais perigosos.

O diretor Baltasar Kormákur (Dose Dupla), explora a jornada dos grupos de alpinistas que terão que lidar com seus limites pessoais e psicológicos para sobreviverem após uma das maiores avalanches já registradas no local. Jason Clarke (O Exterminador do Futuro: Gênesis) interpreta Rob Hall, o líder de um dos grupos que escalou o Evereste em 10 de Maio de 1996. Zeloso com toda a sua equipe, ele se une a Scott (Jake Gyllenhaal – Nocaute) para lidar com os possíveis riscos ao subir a montanha. O que ambos não contavam era com a devastadora avalanche que acaba colocando a vida de todos em perigo. Ao longo do filme, conhecemos um pouco da personalidade dos demais integrantes e porque Rob é dos menos entusiastas com a escalada. Sua esposa, Jan Hall (Keira Knightley) está grávida e o principal objetivo do alpinista e futuro pai é alcançar o cume com sucesso e voltar com todos os parceiros vivos para casa, inclusive ele mesmo.

Evereste, por ser baseado em fatos reais, tem um visual impactante e cenas de tirar o fôlego, mas e emoção foi totalmente deixada de lado pelo diretor e o roteirista William Nicholson (Gladiador). Na primeira parte do longa, conhecemos os alpinistas da equipe de Rob e seus apelos pessoais para embarcar nessa perigosa missão e, mesmo assim, pouco do que é revelado de fato fará a audiência se importar. Para deixar ainda mais frio o clima, o filme se posiciona entre ser uma épica aventura e um documentário, o que não contribui para as cenas de tensão e muito menos para os momentos de drama – excessivos e superficiais por sinal.

Josh Brolin é posicionado, em um primeiro momento, como um antagonista da história, mas seu personagem se perde, fica vago e pouco importante à trama que, no terceiro e último ato do longa, foca na resolução da problemática de forma confusa e em muitos momentos, incompreensível. Justamente pelo lado documental que o diretor aplica à edição é que surge a dificuldade de entender o que cada personagem está passando após a avalanche, ou seja, faltam diálogos mais didáticos e um uso mais adequado do visual dos alpinistas para que a história seja compreendida. Sabemos que outros filmes de esporte apelam para estruturas de redenção e superação com dramaticidade, em Evereste, vemos que o filme poderia, facilmente, ser um documentário ruim do Discovery Channel.

Tudo isso e nem entramos em elementos como uma trilha sonora inadequada, que não “conversa” com a emoção ou tensão da cena e o fato que, em muitos momentos, vermos claramente que as cenas – obviamente – não foram gravadas no topo da montanha e que de fundo temos…cumes mais altos. Cadê a verba pro CGI, produção? Integram o elenco John Hawkes (Lincoln), Robin Wright (House of Cards), Michael Kelly (House of Cards), Sam Worthington (Fúria de Titãs) e Emily Watson (A Teoria de Tudo). Distribuído pela Universal Studios, o filme é disponibilizado também em cópias 3D e IMAX – que não valem a pena – e estreia dia 24 de Setembro no Brasil.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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