Exorcismos e Demônios: melhor chamar os irmãos Winchester

Exorcismos e Demônios estreia dia 3 de maio no Brasil Um manual de como ter sua fé de volta (mesmo que não a queira), com o melhor argumento de todos:...
Exorcismos e Demônios estreia no Brasil dia 5 de maio

Exorcismos e Demônios estreia dia 3 de maio no Brasil

Um manual de como ter sua fé de volta (mesmo que não a queira), com o melhor argumento de todos: sendo possuído por um demônio

Do que se trata

Estamos falando do mais novo filme “baseado” em fatos reais: Exorcismos e Demônios. Uma busca que se passa em 2004, pela verdade: um padre romeno é culpado pela morte de uma freira “possuída” ou estava tentando “despossui-la”? A jornalista Nicole (Sophie Cookson) embarca para o país velho investigar se é um caso de negligência – a menina estava doente – ou se uma entidade maligna levou a melhor.

Se esta sinopse lhe parece familiar, não se preocupe: é porque parece. Exorcismos e Demônios é praticamente um reflexo de O Exorcismo de Emily Rose, também baseado em fatos reais (e nem é um reflexo tão bom assim). O que indica que exorcismos são assim mesmo na vida real, ou existe uma tremenda falta de criatividade ao bolar esses roteiros.

Exorcistas e Demonios estreia 5 de maio no brasil

Exorcistas e Demônios estreia 5 de maio no brasil

Jornada em busca de conhecimento e fé

Logo de cara somos apresentados ao tal ritual exorcista malfadado. Com direito a cenas densas, uma moça é atada a uma cruz de madeira (daí o nome original do longa, The Crucifixion), rodeada por freiras e um padre vociferando palavras em romeno. Bem impactante, né?

Corta para Nova York. Nicole é uma jornalista que trabalha para seu tio e praticamente implora para fazer a investigação. Quase saliva mesmo. Tudo isso para descobrirmos que ela tem problemas com a igreja e a fé (e, óbvio, Deus) e quer mais desmascarar o tal padre do que descobrir a história de Adelina Marinescu, a pobre freira morta. E peca logo na primeira regra do manual dos jornalistas: seja imparcial, livre de preconceitos e disposto a ouvir todos os lados e escrever algo isento de opiniões pessoais (ok, a teoria é linda e a gente sabe que a banda não toca exatamente essa música, mas a moça realmente irrita).

O comportamento dela é de acabar: caras e bocas descontentes em um flagrante desrespeito. Todos os padres envolvidos, freiras e afins são super disponíveis para conversar e contar tudo o que aconteceu (e quando que a igreja em qualquer filme realmente é acessível?). Se você tem a sorte de encontrar fontes assim, miga: tira a cara de quem chupou limão e arrase nas perguntas!

O Ritual, mais um aparecimento

Nicole acaba abocanhando mais do que devia e se vê às voltas com um demônio que propicia certos jump scares interessantes, enquanto investiga a vida de Adelina e como chegou a ter um filhote de Satã dentro de si. Nisso, esbarra em sua própria jornada pessoal, precisa encarar uma tragédia pessoal e sua birra com Deus.

A clássica jornada de resgate da fé, que vimos já em O Ritual (com Anthony Hopkins), em O Exorcismo de Emily Rose (com a personagem de Laura Linney, a advogada que defende o padre), até mesmo indícios de Stigmata (1999, com a ganhadora do Oscar Patricia Arquette).

Todos os exemplos citados: o mocinho sofre horrores com assombrações e perseguições demoníacas e/ou não acredita no que está acontecendo e tem um problema de crise de fé e/ou precisa fazer as pazes com o todo poderoso para acabar com seus problemas.

O que se salva

A fotografia e o clima de interior. A pequena cidade onde tudo aconteceu é bem pitoresca e parece que parou no tempo, o que dá aquela impressão de que talvez Adelina estivesse apenas doente e o padre fez cagada por conta de uma mentalidade mais antiquada.

O bispo que ela entrevista diz bem isso: as pessoas do interior primeiro procuram a igreja para esclarecimentos de ordem de saúde e depois um médico, por conta de um estado precário. E o padre que comandou o tal exorcismo fazia isso a torto e a direito, sem sequer autorização do comando principal.

Bom, pero no mucho

O roteiro previsível tira muito a qualidade final. As interpretações não são “grandes coisa”, com uma exceção para a pobre Adaline. Exorcismos e Demônios bebeu tanto da fonte dos filmes citados acima que perdeu um pouco da personalidade que cada exorcismo deveria ter.


Filme: Exorcismos e Demônios (Título no Brasil)

Onde: Cinema

Lançamento: 05 de maio de 2018

Direção: Xavier Gens

Elenco: Sophie Cookson, Corneliu Ulici, Brittany Ashworth

Gênero: Terror

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