[CRÍTICA – Feminina] Caça-Fantasmas: versão “poder feminino” impressiona

Poucos filmes têm causado tantas discussões quanto o remake de Caça-Fantasmas. Para analisar da melhor forma possível, a Freakpop criou duas críticas diferentes: uma do ponto de vista feminino mais jovem...
Poucos filmes têm causado tantas discussões quanto o remake de Caça-Fantasmas. Para analisar da melhor forma possível, a Freakpop criou duas críticas diferentes: uma do ponto de vista feminino mais jovem e outra do ponto de vista masculino mais velho. A crítica feita por Bellatrix Le Fay você encontra abaixo. Para a crítica do Doktor Bruce, clique aqui.

Caça-Fantasmas conta com nova história de formação,
mais fantasmas e homenagens aos clássicos nas pitadas
corretas para boas risadas

Ao ler esse texto, antes de tudo, dê play e sinta a onda deliciosa do saudosismo e nostalgia misturados:

caca-fantasmas-critica-freakpop-02Agora sim está habilitado a continuar. Erin (Kristen Wiig) é uma pessoa certinha que já acreditou em fantasmas, mas “evoluiu” e agora é uma professora com medo de qualquer coisa tirar sua credibilidade. Abby (Melissa McCarthy) é antiga amiga de Erin: juntas escreveram um livro bem peculiar: Os Fantasmas do Nosso Passado, o motivo da nova reunião entre amigas. E aquele problema que vai causar uma perda bem drástica de credibilidade…

Abby trabalha seriamente com o paranormal com Holtzmann (Kate McKinnon), sem dúvida a alma espalhafatosa da equipe, que fica completa com Patty (Leslie Jones) e seus brincos enormes. O filme é um início de equipe, então se prepare para um primeiro arco dedicado às origens. Meio batido, perde um pouco o ritmo esse começo estilo conto de fadas, mas piadas bem posicionadas e efeitos especiais realmente primorosos compensam esse começo desnecessário. Os fantasmas? São realmente legais!!

Esse é, de fato, um dos pontos mais bacanas da produção: o cuidado com as cores e definição dos fantasmas. Parece a atração “Mansão Mal-Assombrada” da Disney. Sério. Lembra até o filme estrelado por Eddie Murphy. E tem o Geleia, quer fantasma melhor do que esse?

Ao contrário da série original, aqui temos uma grande variedade de fantasmas e um vilão bem bizarro, não por ser de outro mundo, mas sim por ser terrivelmente estranho. Rowan (Neil Casey) encarna o Pink e quer dominar/acabar com o mundo usando uma tecnologia que desperta fantasmas sedentos de vingança em plena Nova York. Esses planos malignos juntam a equipe e, passo a passo, as transformam nas Caça-Fantasmas, com direito a logo, macacões e um carro funerário com pintura exótica e algo nuclear potencialmente perigoso no teto.

O mais fantástico são as homenagens: sentirá o aroma de Scooby-Doo, O Exorcista, O Estranho Mundo de Jack (o bichão no final tranquilamente pode ser resultado do cruzamento entre o Bicho Papão e do Monstro de Marshmellow). Elementos clássicos do produto original são honrados em meio as piadas bem marcadas e situações absurdas. A falta de credibilidade do prefeito, a onda de ódio até o “por favor nos salvem” são bens similares aos originais. E as participações especiais são simples e não se misturam de modo errado. Os dois primeiros filmes nunca existiram nesse universo paralelo comandado por mulheres.

A nova Janine também merece suas palmas: Kevin prova que Thor sabe fazer mais do que girar o martelo (ok, isso soou estranho) e tem uma veia cômica, mesmo que a maior parte da sua função seja prover material para Erin babar. Completamente tapado, Kevin protagoniza uma cena bem engraçada no final, então, fiquem atentos.

Realmente vale a pena investir no 3D e sentir o ectoplasma jorrar da tela.

E sim, estamos ansiosos para a continuação. Dirigido por Paul FeigCaça-Fantasmas estreia 14/07! Leve a pipoca, o humor e a mente aberta. Esse time de mulheres vai te surpreender!1

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