CRÍTICA | Fome de Poder – A história por trás do McDonald’s

Fome de Poder conta a origem do maior ícone de fast food da história Não é a primeira vez que o McDonald’s arrisca uma presença nos cinemas, mas com...

Fome de Poder conta a origem do
maior ícone de fast food da história

Fome de PoderNão é a primeira vez que o McDonald’s arrisca uma presença nos cinemas, mas com certeza é a mais interessante. Fome de Poder conta a polêmica história por trás da origem da rede de hambúrgueres que serve mais de um 1 bilhão de pessoas. Desde sua origem humilde, até se tornar uma das maiores corporações do mundo.

Um simples vendedor ambulante

Em Fome de Poder, conhecemos Ray Kroc (Michael Keaton), um vendedor ambulante de máquinas de milk shake que carrega consigo todo ar de um vendedor de carros usados pilantra. Um dia, recebe um pedido para oito de suas máquinas e fica intrigado com o local. Em San Bernardino, na Califórnia, se depara com uma pequena lanchonete onde não tem pratos, garçons e mesas. As pessoas pedem no balcão e comem de forma inusitada em embrulhos de papel. O mais impressionante é a velocidade que a comida é servida, do pagamento à entrega em poucos segundos. A lanchonete McDonald’s dos irmãos Dick (Nick Offerman) e Mac (John Carroll Lynch) é complemente inovadora, fruto de uma cozinha desenhada por ambos para ser extremamente eficiente.

Hora de expandir…

Kroc fica completamente obcecado pelo McDonald’s e se oferece aos irmãos para liderar uma iniciativa de expansão via franquias. Apesar de relutantes, acabam cedendo às insistências e assim Fome de Poder começa a tecer a história da ascensão do império do Big Mac.

Gradualmente, Kroc é consumido pelo poder e decide abandonar quaisquer escrúpulos que reservava ao lidar com os irmãos McDonald. Ele funda uma empresa que efetivamente controla todas as propriedades onde as franquias são construídas e decide exercer mudanças nos restaurantes sem consulta-los antes. Eventualmente, ele começa a se vender como o fundador da rede.

O grande problema de Fome de Poder é o tom. A trama seria mais instigante se fosse contada em um tom semelhante a Óleo Negro ou a Rede Social. Infelizmente, como um projeto semelhante a outros realizados pelo diretor John Lee Hancock, o longa tem um certo tom açucarado, meio mamão com açúcar, que não casa muito bem com as mensagens de poder e cobiça que vemos na tela.

Falta um pouco de desenvolvimento de alguns personagens que apenas existem para cumprir algum elemento do roteiro, ainda é um filme que apresenta a origem de diversos CEOs e líderes da Corporação McDonald’s e seria interessante o filme ter investido um pouco mais de tempo analisando as motivações por trás de outros personagens além de Kroc.

Ainda assim, é fascinante finalmente ver uma obra que mostra, sem florear muito, a podridão por trás do surgimento de uma das marcas mais influentes da história da humanidade.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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