Mônica e a Guarda dos Coelhos

CRÍTICA | Mônica e a Guarda dos Coelhos - a Turma da Mônica

A turminha mais querida do Brasil volta para os games com Mônica e a Guarda dos Coelhos O pessoal mais jovem provavelmente não sabe disso, mas nos tempos áureos...

A turminha mais querida do Brasil volta para os games com Mônica e a Guarda dos Coelhos

O pessoal mais jovem provavelmente não sabe disso, mas nos tempos áureos dos anos 90, quando a economia brasileira era bem complicada, a Turma da Mônica estreou um game para o Mega Drive chamado Turma da Mônica na Terra dos Monstros. O game era, na verdade, uma modificação de Wonder Boy in Monster World e, mesmo assim, foi impressionante ter uma propriedade nacional tão querida conquistar um pézinho no mundo dos games, algo que para a época era praticamente um milagre.

Hoje, as coisas estão muito mais fáceis, a tecnologia é mais acessível, assim como plataformas de distribuição. Assim, ano passado, a Mad Mimic, a desenvolvedora paulista de jogos, lançou Mônica e a Guarda dos Coelhos para diversos consoles e Steam.

Mônica e a Guarda dos Coelhos

Na superfície, o jogo parece um Tower Defense com elementos de quebra-cabeça. A Mônica e seus amigos viaja para um reino encantado que está sendo invadido por monstrinhos de sujeira. O objetivo do jogo é preparar os canhões da torre de cada fase para impedir que as criaturas destruam as barricadas e invadam a torre.

Para preparar cada canhão, são necessárias duas etapas: preparar a pólvora e um dos três coelhos disponíveis. Cada coelho causa um efeito diferente nos monstrinhos e nas fases mais complicadas, é necessário saber usa-los para otimizar o combate. A experiência toda foi claramente feita com uma pegada multiplayer em mente. Até é possível jogar sozinho, mas nas torres mais complexas, vira uma tarefa cansativa.

Conforme você acumula pontos de missão, é possível liberar novos personagens do universo de Maurício do Sousa. Começa com os principais: Mônica, Cascão, Cebolinha e Magali, mas eventualmente, até Piteco e Astronauta se tornam disponíveis. Todos com suas próprias animações.

O visual, inteiro feito em pixel art é uma graça e mexe até mesmo com a nostalgia daqueles que se lembram do clássico do Mega Drive. Os personagens poderiam ser um pouco maiores em relação ao cenário, nas torres maiores, as vezes fica difícil de se encontrar.

É um jogo bem curtinho, o fator de replay surge na hora de revisitar fases antigos para completar desafios que ficaram pendentes. Nem teria como ser maior, o mecanismo de Mônica e a Guarda dos Coelhos é bastante simples, e mesmo com complementos e desafios adicionais nas estruturas das torres mais difíceis, o gameplay começa a ficar um pouco repetitivo. Crítica que se estende também à trilha sonora.

No fim

Mônica e a Guarda dos Coelhos é um party game bastante honesto. Entre uma fase e outra, é possível selecionar novos personagens, criando uma experiência legal para jogar de galera e curtir, e no final do dia, se um game consegue fazer isso, já fez muito.

O jogo já está disponível PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC e Mac.

Até a próxima!

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Nota
7.7
Nota
O bom
  • Participação especial da Estrelinha Mágica!
  • Gráficos charmosos.
O ruim
  • Os controles (na versão do Switch) são um pouco sensíveis demais e dificultam o gameplay, especialmente ao considerar como os personagens são pequenos na tela.
  • Gráficos
    10
  • Gameplay
    7
  • Trilha Sonora
    6
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