A oitava temporada de Game of Thrones chega na Batalha de Winterfell e o confronto com o Rei da Noite. Deu certo? Confira nossa crítica.

CRÍTICA | Game of Thrones – T08E03 – “The Long Night”

A oitava temporada de Game of Thrones chega na Batalha de Winterfell e o confronto com o Rei da Noite. Deu certo? Confira nossa crítica.

A batalha de Winterfell termina em Game of Thrones, mas episódio decepciona

O último episódio de Game of Thrones foi estranhamente anti-climático. O nome do episódio, The Long Night, faz referência à noite eterna que um inverno infindável traria. Em Westeros, as estações do ano não são regulares e o inverno pode durar gerações. Já é sabido que esses invernos brutais são originados do poder mágico do Rei da Noite, um ser milenar que busca destruir Westeros e o Corvo de Três Olhos.

Este episódio culminou no confronto de todas as forças em Winterfell para impedir o avanço do vilão. O episódio em si é apenas uma grande batalha que, estranhamente, não impressionou.

A Batalha de Winterfell

Jon e Daenerys ficam a postos com os dragões esperando o momento certo para atacar. Na linha de frente, a horda Dothraki, agora munidos de espadas flamejantes graças à magia de Melisandre. Juntos na linha de frente, Brienne, Jamie, os remanescentes da Patrulha da Noite e a Irmandade sem Bandeiras. Na segunda linha, os Imaculados, os Cavaleiros do Vale da Águia e as forças aliadas do norte. No centro do castelo, próximo à Árvore Coração de Winterfell, Bran serve de isca e é protegido por Theon e seus soldados das Ilhas de Ferro.

O episódio começa com filmagens lindas, mostrando a escala da batalha que está por vir. Quando o conflito começa, vira uma zona. Poderíamos usar alguns termos técnicos sobre direção e filmagem, mas seria perda de tempo. Boa parte da batalha parece um ultrassom uterino particularmente empolgado.

Além da fotografia extremamente escura e tudo filmado em proximidade extrema, boa parte das cenas são cobertas por névoas, fumaça ou diversos figurantes gritando a lutando. Aliás, diga-se que está virando um problema recorrente nesta temporada cenas tão escuras que são praticamente indecifráveis.

No caos, Lianna Mormont é morta em confronto com um gigante morto vivo, Edd Tollet morre na batalha, todos os Dothraki praticamente são assassinados na primeira investida. Theon se sacrifica para proteger Bran do Rei da Noite. Jorah Mormont sucumbe aos seus ferimentos protegendo Daenerys.

Vilão derrotado

No fim, o Rei da Noite é derrotado por uma facada sorrateira de Arya. Ela usa a mesma faca de aço valiriano que anos atrás foi usada para tentar assassinar Bran. Aço valiriano, assim como Vidro de Dragão é completamente fatal para os White Walkers. Assim que o Rei da Noite é esfaqueado, ele se desintegra, os demais White Walkers que ele criou também somem e todo o exército de mortos cai imediatamente. E aí começam os problemas.

Esta batalha deveria ser a culminação de diversas profecias e temas literários. O Príncipe Prometido, o Dragão de 3 Cabeças, Azor Ahai, o propósito do Corvo de Três Olhos. E no fim, nada serviu como clímax narrativo. É de se imaginar que para fãs mais casuais existe uma certa catarse em ver Arya derrotar o Rei da Noite, mas o roteiro do episódio não serviu para muito além de oferecer fan service banal.

É claro que houve no passado um encontro entre Arya e Melisandre no qual a Mulher Vermelha falou para a jovem Stark que ela mataria muitas pessoas, “algumas de olhos castanhos, algumas de olhos verdes e algumas de olhos azuis.” Ambas se reencontraram neste episódio e ficou claro que os olhos azuis eram os do Rei da Noite.

Mesmo assim, será que é isto que podemos esperar das Crônicas? Um desfecho preguiçoso e inúmeras perguntas não respondidas? Um clímax narrativo que não satisfaz? Uma batalha em escala épica que tem trechos inteiros indecifráveis? Não ajuda, que a HBO teve problemas de transmissão gerais e comprometeu ainda mais a qualidade de imagem.

Veremos se no próximo episódio, no pós-guerra, mostrem um rumo mais claro para responder as questões mais interessantes da série.

Até a próxima!

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Nota
4.3
Nota
O bom
  • Teve uns enquadramentos interessantes no Rei da Noite.
O ruim
  • Boa parte do episódio é incompreensível visualmente.
  • Direção
    3
  • Roteiro
    4
  • Elenco
    6
  • Enredo
    4
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