[CRÍTICA] Game of Thrones – Temporada 05 – Ep. 02 – The House of Black and White

Game of Thrones explora a dualidade da identidade de seus personagens. É estranho de se pensar que um universo como o de Game of Thrones, com seus milhares de...

Game of Thrones explora a dualidade da identidade de seus personagens.

É estranho de se pensar que um universo como o de Game of Thrones, com seus milhares de personagens, a trama e o destino da grande maioria depende de poucas figuras. Figuras, que para carregar tamanha narrativa, precisam de conflitos pessoais tão grandes quanto as marcantes batalhas que assolaram Westeros ao longo destas cinco temporadas. Todos os núcleos deste episódio focam no conflito de identidade de seus personagens principais.

Não existe forma melhor de exibir o conflito que as personagens enfrentam em se auto-definir do que a Casa do Preto e Branco. A sede religiosa do Deus de Muitas Faces que ajuda os cansados a encontrar o sono definitivo e sua ordem secreta de assassinos sem identidade. Arya desesperadamente quer se juntar a ordem, mas não sabe o tamanho do sacrifício que isto envolve.

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Do outro lado do mundo, Cersei começa um jogo perigoso para se manter relevante na corte do Porto Real. Segundo seu tio Kevan, ela é “A Rainha Mãe… e nada mais”. Um cargo cerimonial com zero poder político. Eis a crise. Afinal, ela dedicou a vida toda para chegar no poder e agora seu “poder” é nulo. Em paralelo, ela tenta usar o pouco de influência que lhe resta para resgatar Myrcella em Dorne. Para tal, conta com a ajuda de Jaime. A série, ao contrário dos livros, envia Jaime para a missão junto com Bronn ao invés de usa-lo para apaziguar os resquícios da guerra do trono. De certa forma, levará o personagem para rumos mais interessantes.

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Outro grande ponto de desvio da trama do livro é o encontro entre Brienne e Sansa. Até o final de A Dança dos Dragões, Sansa Stark ainda não saiu do Vale de Arryn. Na série, ela está de rolê com Petyr Baelish e até chega a encontrar Brienne. A cavaleira (ou amazona?) apresenta seu juramento de proteção para Sansa que prontamente a rejeita. Rejeitada por duas Starks, Brienne questiona seu papel, agora que deixou uma quantidade considerável de pessoas morrer. Nos livros existe um momento interessante em sua jornada onde ela encontra um sacerdote dos Sete que a acompanha em sua jornada por um tempo e relata o horror da guerra de um ponto de vista próximo e íntimo. É um pequeno momento que não traz muita coisa em termos de mover a narrativa, mas é um toque sutil para dar voz aos milhares de soldados que morreram na guerra do trono. Infelizmente, existe pouco espaço em Game of Thrones para estes pequenos destalhes.

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A série continua correndo em velocidade suicida para chegar na próxima cena bombástica e reveladora para bombar de comentário em redes sociais. Até a direção e fotografia da série tem ficado assustadoramente genérica.

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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