CRÍTICA | Great News - Temporada 01

CRÍTICA | Great News – Temporada 01

Great News – Temporada 01 é uma boa aposta para quem senta falta de 30 Rock e Unbreakable Kimmy Schmidt Se os nomes Tina Fey e Robert Carlock trazem...

Great News – Temporada 01 é uma boa aposta para quem senta falta de 30 Rock e Unbreakable Kimmy Schmidt

Se os nomes Tina Fey e Robert Carlock trazem um sorriso para o seu rosto, então você vai querer assistir Great NewsTemporada 01 na Netflix. A dupla de produtores que criou as séries 30 Rock e Unbreakable Kimmy Schmidt, traz mais uma série recheada de humor pastelão e absurdismo que vai saciar fãs desse tipo de comédia.

Great News

Katie Wendelson (Briga Heelan) é uma produtora em um noticiário chamado The Breakdown. O ambiente é estressante, com a pressão constante de um ambiente acelerado, o ego descontrolado dos apresentadores e o desgosto geral pelos colegas. A situação se complica quando sua mãe Carol (Andrea Martin) decide que quer trabalhar com televisão e consegue um estágio na emissora. E sim, ela é daquelas mães que nunca conseguiu entender o conceito de espaço pessoal.

Apesar de completamente perdida no trabalho, Carol conquista espaço por conseguir controlar Chuck Pierce (John Michael Higgins), o jornalista apresentador mais velho que, além de ter uma personalidade fora de controle, fica agressivo por não entender o que a juventude quer.

Semelhanças

Em termos de personagens, tom da série e ritmo das piadas, é fácil imaginar que Great News faz para noticiários o que 30 Rock faz para Saturday Night Live. Um sitcom de escritório que tira sarro de forma absurda dos bastidores de um tipo de programa. A criadora da série, Tracey Wigfield, foi showrunner da temporada final da série de Tina Fey e traz para seu projeto muito dos mesmos elementos das séries citadas acima.

É engraçado?

Muito! Se você é fã do formato “mil piadas por cena” você vai adorar Great News. O ritmo frenético, os personagens caricatos, as observações sobre cultura contemporânea e as reviravoltas pastelão são afiadas e mostram o resultado de um time de produtores e roteiristas já veteranos no estilo.

Muito poderia dar errado, o relacionamento de uma filha com sua mãe obsessiva é uma receita que facilmente pode desgastar a premissa e criar um roteiro repetitivo e cansado. Por sorte, Andrea Martin interpreta uma Carol que arranca risadas por ser absurdamente realista. Todo mundo tem uma mãe ou tia que, pelo menos em parte, é parecida com ela ou tem alguma mania semelhante.

Nem tudo funciona, o romance “vai, não vai” entre Katie e seu chefe Greg (Adam Campbell) é o típico arroz com feijão de sitcoms que já nasce cansado e previsível. E Nicole Richie no papel de Portia, a co-apresentadora jovem e fútil do programa parece uma versão sem fôlego de qualquer personagem que Jane Krakowski faria de olhos fechados.

Mesmo assim, se você procura uma série para curtir uma boa maratona, existem opções consideravelmente piores que Great News. É perfeita para quem está órfão das segunda metade da temporada final de Kimmy Schmidt.

Nos EUA, a série foi cancelada após a segunda temporada. Infelizmente, ao contrário de 30 Rock, a série não contava com o peso político de uma Tina Fey pós-Meninas Malvadas e Saturday Night Live para segurar o tranco apesar da baixa audiência. Internacionalmente, a série foi lançada como uma “Netflix Original”, será que podemos aguardar uma ressurreição para a terceira temporada?

Tomara.

Até a próxima!

Comente via Facebook!

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
9.3
Nota
  • Direção
    9
  • Elenco
    10
  • Roteiro
    9
  • Enredo
    9
Categorias
CríticasSéries

Ver também