CRÍTICA | Han Solo: Uma História Star Wars

CRÍTICA | Han Solo: Uma História Star Wars não traz grandes novidades

É tipo uma adaptação de um texto da Wookipedia...

Han Solo: Uma História Star Wars conta as origens de Han Solo, mas não muito além disso

Convenhamos, Han Solo é o cara mais legal de Star Wars. Luke pode ser o escolhido, mas ele é meio sem sal. Boba Fett tem toda aquela reputação, mas no fim do dia ele tem uma cara legal, mas não faz nada. Até mesmo Darth Vader, todo malvadão, no fundo é aquele moleque que não sabia atuar e detestava como areia entrava em tudo. Agora, Han Solo é um cara foda.

Canastrão, incapaz de seguir ordens e dono da nave mais famosa da galáxia, ele era Jack Sparrow antes de Jack Sparrow. Em Han Solo: Uma História Star Wars, vamos conhecer um pouco sobre o passado do rapaz.

Uma História Star Wars

No filme, conhecemos um outro lado do universo de George Lucas. O sórdido submundo controlado pelos poderosos Sindicatos do Crime que controlam tudo que o Império não dominou. Nas ruas de Corellia, conhecemos um jovem rapaz chamado Han (Alden Ehrenreich) que sonha em ser piloto e fugir da miséria com sua namorada Qi’ra (Emilia Clarke).

Recrutado pelo Império, a única oportunidade para aprender a pilotar naves, Han conhece uma gangue de criminosos liderados por Beckett (Woody Harrelson). Eles trabalham para o implacável chefão do crime Dryden Vos (Paul Bettany) que contrata o time para roubar uma carga de combustível.

Eventualmente, a missão do bando os leva a um roubo quase suicida envolvendo uma corrida impossível pela nebulosa Kessel com a ajuda de um Wookie chamado Chewbacca (Joonas Suotamo) e um apostador chamado Lando (Donald Glover), dono do Falcão Milênio.

Canalhas, patifes e criminosos

Semelhante a Star Wars Rebels, Han Solo: Uma História Star Wars é extremamente competente ao mostrar a galáxia de forma mais íntima e, de certa forma, mais real. Aqui o Império não é só o vilão obrigatório, mas sim uma parte integral do dia a dia. Burocratas, agentes alfandegários, alguns dispostos a aceitar propinas, outros entediados com o dia a dia de serviço público.

Os personagens em Solo não estão envolvidos em uma jornada de destino para equilibrar uma força mística, pesados com o fardo de liderar uma rebelião contra um governo ilegítimo ou até mesmo em busca de significado em suas vidas. Eles são piratas, bandidos e sonhadores, apenas dispostos a sobreviver, e quem sabe, ganhar uns trocados suficientes para ter um pouco de sossego.

A origem de Solo

Boa parte da trama de Han Solo: Uma História Star Wars é dedicada a contar pequenas anedotas presentes no diálogo da trilogia original. Aprendemos como o herói fez a corrida Kessel em 12 parsecs (e explica porque ele usa uma medida de distância, e não tempo), aprendemos sobre o famoso jogo de Sabbac onde Han ganhou a nave de Lando, e até mesmo aprendemos sobre a origem da personalidade rebelde da Falcão (sim, ela tem personalidade e adora fofocar com o R2-D2).

Mas estas explicações de origem, por mais que sejam divertidas para fãs mais assíduos, acabam comendo tempo do filme. Tempo que deveria ser usado para realisticamente explorar o desenvolvimento destes personagens que parecem ir de ponto A para ponto B sem muita justificativa.

Han vai de ladrão sonhador para herói relutante sem muita explicação, apenas para fazer referência à sua jornada quando ele vira amigo de Luke Skywalker. Suas perdas, traições e vitórias parecem impactar pouco a personalidade do protagonista, que parece permanecer congelado no mesmo estado emocional o filme inteiro. Parcialmente porque Lawrence e Jon Kasdan parecem ficar preocupados em fazer algo que rompa o precioso cânone, e parte porque Ehrenreich simplesmente não é um ator muito competente.

Em relação ao elenco

Fora Alden Ehrenreich que jamais seria capaz de competir com Harrison Ford, o resto do elenco é impecável. Jon Favreau faz uma participação como Rio, um alienígena de quatro braços e Phoebe Waller-Bridge faz L3-37, uma dróide mal humorada e desobediente que atua como co-piloto de Lando e só pensa em criar uma grande revolução contra os seres orgânicos. Harrelson e Clarke trazem bastante versatilidade para personagens limitados com desfechos previsíveis.

Mas o destaque vai para Glover. A esta altura do campeonato, elogiar o rapaz parece desnecessário, mas é impressionante como ele mistura seu talento com uma imitação de Billy Dee Williams para criar o personagem mais marcante do filme. Tudo envolvendo Lando Calrissian ele rouba a cena, é impressionante que a Lucasfilms não optou por criar Lando: Uma História Star Wars.

No fim

Han Solo: Uma História Star Wars é o menor dos filmes já criados na galáxia distante de George Lucas. É uma pequena nota de rodapé contando momentos interessantes de um de seus personagens mais conhecidos, algo que funciona muito bem com a direção de Ron Howard, já que ele se interessa mais pelos momentos emocionais do que as grandes batalhas épicas.

Como filme, é um tanto quanto previsível e como todas as prequelas, sofre com o peso de não poder arriscar muito na trama. De qualquer forma, vale a diversão.

Han Solo: Uma História Star Wars estreia dia 24 de Maio de 2018.

Até a próxima!

 

SPOILERS: Quer entender aquela participação especial? Clique aqui.

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
7
Nota
O bom
  • Se você ficou curioso sobre a participação surpresa do final, assista a saga da Sombra Coletiva na quinta temporada de Clone Wars
  • O lance do R2-D2 com a Falcão Milênio se passa na adaptação literária de Os Últimos Jedi.
O ruim
  • Em nenhum momento eles mostram como ele virou um bom piloto... e meio que não faz sentido na trama... enfim...
  • Direção
    7
  • Elenco
    8
  • Enredo
    6
  • Roteiro
    7
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