[CRÍTICA] Hitman: Agente 47 – Divertido, mas ordinário

Hitman: Agente 47 é genérico, mas ainda diverte. Baseado na série de games da IO Interactive, Hitman: Agente 47 é a segunda tentativa de adaptar o personagem para o...

Hitman: Agente 47 é genérico, mas ainda diverte.

Baseado na série de games da IO Interactive, Hitman: Agente 47 é a segunda tentativa de adaptar o personagem para o cinema. Desta vez, com uma abordagem mais fiel ao jogo, o longa surpreende pelo divertimento mas ainda reluta para ser algo mais que adequado.

Em Hitman: Agente 47, acompanhamos Katia van Dees (Hannah Ware), uma mulher misteriosa com capacidades de sobrevivência sobre-humanas que viaja pelo mundo em busca de seu pai, o Dr. Litvenko (Clarán Hinds). Litvenko também é procurado por uma misteriosa organização chamada Syndicate International devido a sua técnica revolucionária: por meio de terapia genética, consegue produzir assassinos super-humanos implacáveis perfeitos. Repentinamente, Katia se vê em um perigoso jogo de alianças entre John Smith (Zachary Quinto), um agente da Syndicate, e o Agente 47 (Rupert Friend), um dos assassinos criados pelo programa de Litvenko que trabalha para uma organização misteriosa e tem um contrato para tirar a vida da personagem.

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Os contratos de cada missão presentes nos jogos são deixados de lado para acompanhar o Agente 47 que sabe a verdadeira origem de Katia e tem motivos para ajuda-la a encontrar seu pai. Ambos trilharão um caminho repleto de mortes estilizadas e muito sangue. As cenas de combate são divertidas e se inspiram nas técnicas diferentes de assassinato presente nos games do Hitman. O Agente elimina seus inimigos com suas pistolas .45, seu famoso garrote e elementos do ambiente que podem ser usados para dar um final fatal para aqueles que o perseguem.

O filme perde consideravelmente seu fôlego em meio a conversas expositórias e uma já cansada tentativa de explorar o clichê do “o que nos torna humano”. O diálogo é truncado e afeta consideravelmente o ritmo da narrativa, o vilão principal da trama, Le Clerq (Thomas Kretschmann) – o CEO da Syndicate International –  é o típico vilão que estaria confortável em meio aos vilões de Resident Evil e sua existência no filme só serve para continuamente alimentar Katia e o Agente 47 de mais capangas anônimos descartáveis para a matança estilizada.

Hitman: Agente 47 é o típico filme divertido e esquecível, aquele filme de ação que sempre paramos para assistir quando estamos mudando de canal tarde da noite, mas que rapidamente se torna esquecível por não trazer grandes novidades.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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