CRÍTICA | Homem-Aranha: No Aranhaverso

CRÍTICA | Homem-Aranha: No Aranhaverso

Preparados?

Homem-Aranha: No Aranhaverso deveria servir de exemplo para todas as adaptações de super-herói no cinema

Todas as propriedades intelectuais associadas ao Homem-Aranha ainda estão sob controle da Sony Pictures. Depois da desastrosa tentativa de readaptar o personagem com O Espetacular Homem-Aranha de Andrew Garfield, o estúdio fechou uma parceria com a Marvel Studios para criar uma nova versão do personagem que seria adjacente ao Universo Cinematográfico Marvel. Assim, surgiu a versão do Tom Holland que já consagrou alguns filmes. Demais elementos do personagem, estão sendo testados em outras propriedades: já saiu um filme do Venom, em breve teremos um filme do Morlun e alguns outros projetos por aí. Dessa bagunça toda, sai Homem-Aranha: No Aranhaverso, uma animação com Miles Morales no papel principal que, de longe, é uma das adaptações mais incríveis já feitas de super-heróis no cinema.

O novo Homem-Aranha

Miles Morales (Shameik Moore) vive em Nova York, e como muitos habitantes da cidade que nunca dorme, está acostumado a se sentir protegido pelo Homem-Aranha. Duas coisas acontecem: Miles é mordido por uma aranha radioativa, ganha poderes semelhantes ao herói e acaba caindo de cabeça em um plano maléfico do Rei do Crime (Liev Shreiber) envolvendo um acelerador de partículas.

Não revelaremos muito sobre a trama. Mas o acelerador de partículas revela um multiverso Marvel e diferentes versões do “Homem”-Aranha vão parar nesta Nova York. Agora Miles será mentorado por um Peter Parker mais velho e derrotado (Jake Johnson), uma versão do herói onde quem se tornou o personagem é a Gwen Stacey (Hailee Steinfeld), um Peter Parker de uma versão noir de Nova York nos anos 30 (Nicolas Cage), Peni Parker, uma pilota de um robô aranha consciente de um universo anime (Kimiko Glenn) e Peter Porker, um porco aranha de uma dimensão cartoon (John Mulaney). E juntos, precisam impedir que Wilson Fisk destrua o multiverso com sua máquina.

Vingadores Aracnídeos

Quem diria que o melhor projeto desta enxurrada seria uma versão animada com versões obscuras do personagem que só os fãs mais ferrenhos dos quadrinhos sacariam a referência. A trama, muito sincera e divertida, é riquíssima e a jornada de Miles Morales não só é cativante, mas fácil de se identificar. É irônico que uma das adaptações mais humanas de um personagem de quadrinhos viria em uma animação.

O resultado final não é tão chocante ao considerar que entre os envolvidos no projeto encontramos os nomes Phil Lord e Christopher Miller. Os diretores, roteiristas e produtores envolvidos no Uma Aventura Lego, outro exemplo sensacional de um projeto que, na superfície, parece um exercício descaradamente comercial (não que não seja), mas ao analisar a obra em si, você vê muito mais inteligência do que se espera.

Aliás, não existe outra animação igual a Homem-Aranha: No Aranhaverso. Uma mistura de animação 2D e computação gráfica que consegue sutilmente alternar o estilo visual para ilustrar a personalidade do universo de cada herói aracnídeo que entra em cena. A ação frenética alterna o filtro para parecer quadrinhos animados saídos do gibi saltando na tela, e as influências de grafite que decoram as transições fazem com que o filme seja completamente diferente de tudo que você já viu.

Novos personagens como a Spider-Gwen (Mulher-Aranha nesta versão), o próprio Miles e o Homem-Aranha noir têm potencial para carregar seus próprios filmes e certamente uma nova legião de fãs vão sair conquistados por estas versões do herói.

No fim

Há um bom tempo, os “críticos” mais “veteranos” do mercado insistem numa suposta fadiga de filmes de super-herói que, se você for ver a crítica ou a bilheteria, só existe nas cabeças amarguradas deles. Se você quer um bom argumento sobre o potencial de versatilidade, criatividade e inovação que este gênero de filme pode trazer, então assista Aranhaverso. Certamente você terá uma bela surpresa.

Homem-Aranha: No Aranhaverso estreia nos cinemas brasileiros dia 10 de janeiro de 2019.

Até a próxima!

Comente via Facebook!
Nota
10
Nota
O bom
  • Melhor versão de Tia May já feita.
  • Peter Parker velho é o herói que nos representa.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Enredo
    10
  • Aranhas
    10
Categorias
CriticasFilmes

Ver também