Marvel Homem-Formiga e a Vespa. Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Laurence Fishburne,

CRÍTICA | Homem-Formiga e a Vespa

Uma hora ia acontecer né?



Homem-Formiga e a Vespa não é exatamente um gigante entre os filmes da Marvel

Sejamos honestos, uma hora isso ia acontecer. 10 anos, 18 filmes e uma recente sequência estarrecedora de filmes como Thor: Ragnarok, Pantera Negra e Vingadores: Guerra Infinita – uma hora essa brincadeira ia terminar com alguém derrapando. Por sorte, foi a continuação de Homem-Formiga, Homem-Formiga e a Vespa, que convenhamos, não era exatamente um dos longas mais esperados da Marvel.

Homem-Formiga e a Vespa

Após os eventos da Guerra Civil, Scott Lang (Paul Rudd) está em prisão domiciliar por ter violado o pacto de Sokovia (o documento que impede atividades super-humanas não autorizadas). Hank Pym (Michael Douglas) e Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) estão foragidos da lei já que foram cúmplices de Lang ao oferecer tecnologia do Homem-Formiga. Um belo dia, Scott tem uma visão da Vespa original, Hope Van Dyne (Michelle Pfeiffer) e, após contactar Pym sobre sua visão, os três embarcam em uma missão de resgate para salvar a heroína do reino quântico.

Em paralelo, surgem alguns criminosos como o contrabandista Sonny Burch (Walton Goggins) e a super soldada da S.H.I.E.L.D., Fantasma (Hannah John-Kamen). Além disso, Scott precisa driblar os agentes do FBI que estão de olho se o ex-herói está de fato se comportando.

Porém…

O que seria mais um team-up da Marvel, um verdadeiro encontro de duas gerações de Homem-Formiga, possivelmente é um dos roteiros mais desnecessariamente cansativos de todo UCM. Hank e Hope, com razões, estão furiosos com Lang. Afinal, foi por causa de sua atitude que eles se tornaram foragidos. Mesmo após recruta-lo, continuam tratando-o com agressividade.

Isto cansa por dois motivos. Primeiro, porque boa parte da narrativa depende do fato de Lang ser um cara de bom coração que quer ajudar e, ao ser constantemente assediado para ajudar, torna os demais heróis num bando de babacas, e tira do protagonista senso de ação, tornando-o uma figura passiva em seu próprio filme. Segundo, que é genuinamente difícil torcer para dois terços dos heróis quando eles parecem ser pessoas absurdamente desagradáveis.

Não-heróis

Evangeline Lilly, que geralmente costuma ser uma atriz competente, de longe é a personagem mais cansativa do filme. No primeiro filme, entendíamos a frustração da personagem, já que ela estava pronta para assumir o manto de herói, mas por preocupação do pai, não podia. Neste filme, apesar de ser foragida da lei, o filme constantemente precisa mostrar que ela é super hiper bad-ass com sua armadura de Vespa, mas ao mesmo tempo, precisa parar o filme para achar novos motivos para ela destratar meio mundo.

crítica de Homem-Formiga e a Vespa

Hank Pym, até faz sentido ser uma figura problemática. Leitores da Marvel sabem o histórico complicado do personagem e em Homem-Formiga e a Vespa, pelo menos em partes, este legado é reconhecido. Semelhante ao que vemos em Pantera Negra, o antagonista principal do filme é resquício das atitudes erradas da versão anterior do herói, mas caramba, como cansa vê-lo constantemente antagonizando todos os demais personagens.

Mas e a ação?

As mudanças de tamanho criam algumas cenas bem interessantes de ação, mas lá pelo terceiro ato começam a ficar um pouco cansativas. Ou são os heróis mudando de proporção, ou objetos. É divertidinho, mas por ser o único recurso visual diferenciado do filme, começa a ficar repetitivo. Peyton Reed como diretor simplesmente não tem a criatividade visual para agarrar a atenção da audiência.

No fim

O grande problema de Homem-Formiga e a Vespa é a indecisão sobre que tipo de filme quer ser. Uma mistura de Querida Encolhi as Crianças com Viagem Fantástica que não consegue chegar num acordo se quer ser um filme de resgate, uma temporada bônus de Agents of S.H.I.E.L.D., uma tentativa sem glúten de imitar alguns elementos do vilão de Pantera Negra ou uma comédia pastelão com poucas risadas espalhadas em um roteiro cansado.

Naturalmente, seria difícil qualquer filme da Marvel ser o projeto de sequência de Guerra Infinita, mas o que chama atenção aqui é quão agressivamente mediano o filme consegue ser, mesmo com as expectativas razoavelmente baixas. Pelo menos, para aqueles mais famintos por qualquer continuidade pós-ataque de Thanos, podem dormir tranquilos. Homem-Formiga e a Vespa mal esbarra no evento mais marcante do Universo Cinematográfico Marvel.

 Homem-Formiga e a Vespa estreia 5 de julho no Brasil.

Até a próxima!



Comente via Facebook!

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
5.5
Nota
The Good
  • Os efeitos de rejuvenescimento de atores são surpreendentes.
The Bad
  • Laurence Fishburne está um sonâmbulo no filme.
  • A explicação da origem da Fantasma é extremamente Hideo Kojima
  • A história de Hope Van Dyne, Guerreira Quântica, ia ser mais interessante que este filme.
  • Direção
    5
  • Roteiro
    6
  • Elenco
    7
  • Enredo
    4
Categories
CriticasFilmes

RELATED BY