[CRÍTICA] Independence Day: O Ressurgimento – 20 anos depois…

Independence Day: O Ressurgimento coloca “massa” em “destruição total em massa” Em 1996, Roland Emmerich lançou um filme chamado Independence Day. Misturando a trama de filmes de invasão alienígena...

Independence Day: O Ressurgimento coloca “massa”
em “destruição total em massa”

independence-day-o-ressurgimento-011Em 1996, Roland Emmerich lançou um filme chamado Independence Day. Misturando a trama de filmes de invasão alienígena da década de 1950, com visuais de longas de desastres naturais de 1970, e o otimismo chiclete de 1990, o diretor construiu um manual que diversas obras seguiriam em anos seguintes. Após inúmeros super-heróis, mutantes, alienígenas e terroristas destruírem monumentos turísticos europeus, Emmerich está de volta com Independence Day: O Ressurgimento, que responde a pergunta: “Que bonitinho! Vocês chamam isso de destruição?”

Independence Day: O Ressurgimento começa 20 anos após a investida final da humanidade contra a invasão dos Ceifadores liderada pelo presidente Whitmore (Bill Pullman). Devido ao espírito de união frente à ameaça extraterrestre, a raça humana desfruta de duas décadas de paz mundial sem precedentes – sabemos disso porque a atual líder dos EUA, a “presidenta” Lanford (Sela Ward) dá um discurso que inexplicavelmente conta para toda a população os últimos 20 anos de história do planeta. As naves dos inimigos foram estudadas e a tecnologia da Terra avançou consideravelmente. Todos estes esforços culminaram na criação da ESD (Earth Space Defense – Defesa Espacial Terrestre), uma instituição global dedicada a monitorar os céus contra futuras ameaças, sediada na Área 51 e liderada por  David Levinson (Jeff Goldblum).

Esses anos de calmaria terminam com a invasão de uma nave gigante.

“Nave gigante” não começa a descrever a escala da ameaça no filme. A embarcação ocupa 25% da superfície do planeta, fazendo nossa linda orbe azul parecer uma almofada de sofá sendo bolinada por um pincher. Se destruição em filmes fosse um campeonato de masculinidade, Emmerich atingiu proporções “negão do WhatsApp” na escala de explosões. Assim como George Miller, que ao retornar a sua franquia mais famosa, trouxe uma nova dose de insanidade. Nada mais justo do que Roland – que criou a moda “destrua uma cidade por filme” – criar cenas que causariam priapismo no Michael Bay.

Apesar da premissa, que soa um tanto quanto simplória, existe um otimismo em Independence Day: O Ressurgimento que é cativante. O elemento mais fantástico desta ficção é ver pessoas de diferentes crenças, gêneros, orientações sexuais e nacionalidades trabalhando juntas para um futuro melhor… Talvez a parte mais forçada da obra. Uma raça humana unida para sobreviver a um desafio insuperável. Em 1996, era inconcebível um ator negro ocupar a cadeira de protagonista em um filme blockbuster e Emmerich brigou contra os estúdios para colocar Will Smith no papel principal e transformando-o em um dos maiores atores de Hollywood. Nada mais justo que manter este elemento do espírito do primeiro longa e criar um elenco que representa as múltiplas facetas da raça humana e uma verdadeira celebração da diversidade.

Vale a pena? Emmerich cria cenas marcantes e criativas nesta bagunça toda, traz de volta personagens cativantes e consegue, por meio da evolução deles, pegar um filme antigo e trazê-lo para os tempos de hoje deixando aberto a possibilidade de novas aventuras. Com certeza é uma das surpresas do ano.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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