CRÍTICA | Inferno – Tom Hanks, Dante e um monte de engravatado correndo

Terceiro livro de Dan Brown é levado para o cinema. O Inferno chegou galera! Você assistiu O Código da Vinci (2006)? E Anjos e Demônios (2009)? Leu os livros de...

Terceiro livro de Dan Brown é levado para o cinema. O Inferno chegou galera!

inferno-critica-tom-hanks-dan-brown-3Você assistiu O Código da Vinci (2006)? E Anjos e Demônios (2009)? Leu os livros de Dan Brown? Defende que os livros são melhores que os filmes? Bem, se você respondeu “sim” para todas as perguntas, ferrou! Mais uma vez, a adaptação cinematográfica de uma obra de Brown é destruída em um roteiro confuso, repleto de delongas e pessoas engravatadas correndo. Ah! E com um Tom Hanks cansado, viu?

De volta a Florença, sem memória e completamente atordoado, o Professor Robert Langdon (Tom Hanks) tenta compreender porquê diacho ele está machucado e estão tentando matá-lo. Com a ajuda de uma misteriosa médica, Sienna (Felicity Jones), ele consegue se safar do hospital. Sua cabeça começa mais ou menos a funcionar e, com muito esforço, ele relembra cenas das últimas 48 horas: alguém o chamando no campus de Cambridge, uma mulher com lenço no rosto, um prédio explodindo pela pressão de águas vermelhas, centenas de pessoas com pescoços virados, outras enterradas na terra com as pernas de fora, gritos, rostos desconfigurados e um horror típico de um inferno. Mas não é qualquer um. É o Inferno de Dante.

Em sua nova jornada, o professor está em posse de um artefato que o direcionará sobre o mistério do roubo da máscara mortuária de Dante. Além dela ter sido roubada do museu, Langdon é o principal suspeito e Sienna fará de tudo para ajudá-lo já que, além de médica, ela é historiadora. (Boring…) A “coisa” toda se complica quando um vírus capaz de matar parte da humanidade está conectado ao plano dos vilões. Então, além da máscara, lidamos com uma tentativa fraca de ameaça. Tente não dormir…

Olha, sinceramente não sabemos o que é pior. Se a premissa em torno das deduções históricas pseudo-teóricas do protagonista, ou o vilão que deseja se vingar da humanidade matando todo mundo por influência da Divina Comédia do Dante. O ponto é: Inferno é um livro que não precisava ser adaptado para o cinema e o resultado é ofensivo aos feitos deixados por um dos maiores poetas da história.

O filme tem diálogos rasos, personagens poucos empolgantes (esperamos que a Felicity Jones mostre algum tipo de expressão facial diferente em Rogue One: Uma História Star Wars) e uma ação previsível que, além do que, fica repetitiva a partir do segundo ato do longa. Mas é um filme ruim? Não. Só tem sérios problemas de corte e uma narrativa zero intrigante: Inferno não consegue nem se estabelecer entre os filmes bons de ação. Flerta com a aventura, flerta com o drama, flerta com um romance, flerta com o gênero policial e acaba ficando solteiro mesmo.

Dirigido por Ron Howard (O Código da Vinci, Anjos e Demônios, No Coração do Mar), integram o elenco Ben Foster (Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos), Omar Sy (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros), Irrfan Khan (O Espetacular Homem-Aranha) e Sidse Babett Knudsen (Westworld).

O longa já está em exibição nos cinemas e, se você for fan do Dan Brown, vale a penas conferir para tirar suas próprias conclusões. Caso negativo, invista em outro filme.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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