Invasão ao Serviço Secreto crítica

CRÍTICA | Invasão ao Serviço Secreto

Em Invasão ao Serviço Secreto, o agente Banning do serviço secreto é caçado pelo governo que o acusa de atentar contra a vida do presidente americano Uma das primeiras...

Em Invasão ao Serviço Secreto, o agente Banning do serviço secreto é caçado pelo governo que o acusa de atentar contra a vida do presidente americano

Uma das primeiras cenas onde Mel Gibson atua com Danny Glover no divertido Máquina Mortífera, o personagem de Glover sabe que esse novo parceiro vai transformar sua vida num pesadelo, às vésperas de sua aposentadoria. Sua frase lapidar resume o que irá enfrentar: I’m too old for this shit, o que num português bem claro seria “Tô velho de mais para essa merda!”.

É o que podemos perceber nas primeiras cenas onde o melhor agente do Serviço Secreto americano, Mike Banning (Gerard Butler), quando ele mesmo percebe que não dá mais para encarar o desafio de proteger o presidente da mesma forma que fez anos antes quando um grupo terrorista invadiu a Casa Branca.

Ele sabe que não tem mais aquela energia e tem sentido algumas dores estranhas que podem comprometer seu trabalho de campo. Quando recebe a informação do próprio presidente Trumbull (Morgan Freeman) de que será o novo diretor do Serviço Secreto, ou seja, um trabalho mais calmo dentro de um escritório, Mike parece contido na celebração.

Ainda bem, por que em questão de minutos, sua vida mudará radicalmente. Ao deixar o presidente pescando, Mike está chegando à praia quando um súbito e mortal ataque de drones começa a eliminar todos os agentes que estão protegendo o presidente. Desesperado, Banning corre para evitar o pior, resgatando Trumbull antes do ataque fatal.

Mas ao acordar no hospital algemado, Mike descobre que existem várias provas de que ele é o responsável pelo ataque ao presidente. E que sua vida agora não vale mais nada. É claro que armaram para ele e agora, ele precisa fugir e encontrar as provas dos verdadeiros terroristas.

Diferente do que aconteceu com John McClane, da franquia Duro de Matar, que parece ser um super-heróis nos filmes mais recentes, Mike Banning parece ter ficado mais real desde o lançamento de Invasão à Casa Branca em 2013. Fisicamente, Butler está mais velho aos 50 anos e parece não ter mais aquela energia de empunhar uma arma e enfrentar terroristas no corpo a corpo. O Mike Banning desse Butler, que passou um período no hospital se recuperando de uma diverticulite, não tem mais a energia para briga. Tanto que as cenas onde enfrenta qualquer um dos vilões é aquele estilo de luta de tentar derrotar no primeiro golpe, por que mais do que isso, Banning não daria conta.

Independente disso, o filme tem um clima de ação típico desse estilo de produção, com direito a revelações sobre os conspiradores e de uma ajuda especial para tomar conta da família do agente procurado.

O clima de O Fugitivo é a base desse divertido filme, onde a cada momento temos uma nova revelação sobre quem fez o que para transformar o herói americano num prisioneiro em fuga. Mesmo com esse ar cansado, Butler dá conta do recado, mas não esperem um quarto filme sobre invasores sinistros ao governo americano. Banning, com certeza, está velho demais para essa zona toda.

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Nota
7.8
Nota
O bom
  • A idade também chega aos novos heróis do cinema de ação.
O ruim
  • Desde o começo do filme você já sabe que o vilão está próximo demais do heroi.
  • Direção
    8
  • Roteiro
    7
  • Enredo
    7
  • Elenco
    9
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