CRÍTICA | Jackie – O embate entre luto e política após a morte de JFK

O assassinato de JKF pelo ponto de vista de Jackie, Jaqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis 22 de novembro de 1963, virou uma data histórica. O 35º Presidente dos Estados...

O assassinato de JKF pelo ponto de vista de Jackie,
Jaqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis

Jackie22 de novembro de 1963, virou uma data histórica. O 35º Presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, foi assassinado durante uma visita política em Dallas, Texas. Dois tiros tiraram sua vida após dois anos de mandato. Jackie segurou seu marido baleado até o hospital, enfrentou a pressão política de todos na época, resolveu cada detalhe do funeral e ainda atendeu a imprensa. Dona de uma elegância marcante, em Jackie, conhecemos em profundidade um parte da trajetória da viúva mais conhecida da história americana.

O longa começa com a reencenação do tour pela Casa Branca onde Jackie apresentou o resultado da reforma liderado por ela e a decoradora Sister Parish. Ao lado do jornalista Charles Collingwood da CBS, Jackie explica a importância de transformar os cômodos presidenciais em locais agradáveis e como ela conseguiu restaurar diversas móveis históricos, inclusive a cama de Abraham Lincoln (1809-1865).

Em paralelo, acompanhamos a visita do jornalista Theodore White (Billy Crudup) da revista Life, pouco tempo após a morte de JKF, em sua primeira residência após deixar a Casa Branca com os filhos. Esta entrevista revela os detalhes da morte do presidente, dos preparativos do funeral, alguns conflitos com a esposa do novo presidente e decisões tomadas por ela para que seu marido jamais fosse esquecido.

Em tom documental e realista, Jackie apresenta um novo olhar sobre os fatos. Sem focar no drama e com uma direção primorosa de Pablo Larraín, o longa proporciona uma imersão nos acontecimentos após a tragédia e conta com figuras importantes que apoiaram a viúva na época. Bobby Kennedy (Peter Sarsgaard), irmão de JFK, era o procurador-geral dos Estados Unidos e foi fundamental na briga pelos desejos de Jackie em relação ao funeral. As tratativas com a imprensa e exposição dos filhos também foram apoiados pelo cunhado em conjunto com Nancy Tuckerman (Greta Gerwig), a secretária social dos Kennedys.

Diversos detalhes ganham destaque no longa. A primeira noite de Jackie na Casa Branca sem seu esposo. A difícil de decisão de acompanhar a pé o cortejo no dia do funeral. A exposição de seus filhos e o novo enterro de seus dois falecidos filhos. A jornada de uma mulher que ditava a elegância e educação poderia estar no fim, mas JFK precisava ser lembrado pela população. Jackie enfrentou todos para que o seu “Camelot”, como era chamado por ela, tivesse um enterro com toda a pompa de um Rei.

O longa se preocupa em estabelecer a figura pública de Jackie com todos os elementos: polêmicas sobre o uso do dinheiro do governo, timidez frente às câmeras, esposa de comportamento típico dos anos 60 – preocupada com a casa e os filhos, indiferente com as fofocas que assombram seu marido e de pulso forte quando o assunto era seu título de primeira dama.

Jackie batalhou pelo legado de seu marido. Atraiu a atenção de todos no mundo. Mobilizou mais de 100 chefes de estado para o funeral de JFK e liderou sua última homenagem ao esposo com coragem e determinação. Aproveite o longa para conhecer essa mórbida história. Jackie é filme delicado, explícito em sua temática triste e enriquecedor. E tudo isso com a protagonista Natalie Portman que entrega uma Jackie realista, cheia de trejeitos e tão marcante quanto a verdadeira viúva.

Roteirizado por Noah Oppenheim e distribuído pela Diamond Filmes, Jackie estreia dia 2 de fevereiro no Brasil e merece toda a sua atenção. Além de um enredo intrigante, o visual do filme não decepciona. Diversas cenas reais da época são usados no filme. O figurino e cenários impressionam. Jackie é um projeto cine biográfico de respeito. Vale a pena conferir nos cinemas.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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