[CRÍTICA] Jason Bourne volta com tudo e mostra que ainda tem fôlego

Matt Damon volta como o super soldado Jason Bourne e revitaliza a série após o estrondoso fracasso com Jeremy Renner Em 2002, fomos presenteados com o longa Identidade Bourne,...

Matt Damon volta como o super soldado Jason Bourne
e revitaliza a série após o estrondoso fracasso com Jeremy Renner

jason-bourne-matt-damon-critica-freakpop-1Em 2002, fomos presenteados com o longa Identidade Bourne, com um jovem Matt Damon e um enredo alucinante com grandes reviravoltas, desmembradas em mais dois filmes. E, quando parecia que tinha acabado, que Damon tinha aposentado as identidades secretas, BAM! Isso foi confirmado com um terrível spin-off com Jeremy Renner, de 2012. Mas, a Nossa Senhora dos Filmes de Ação atendeu à inúmeros pedidos e podemos esconder aquele fiasco debaixo do tapete e aproveitar essa revitalização da saga com o verdadeiro Bourne! Bem-vindo de volta Matt – delícia – Damon!

Essa nova parte traz novamente Julia Stiles como Nicky e como o pivô de algo grande e bombástico, que abalará Bourne e dará nova luz sobre os eventos que causaram o Projeto Treadstone e toda a saga de nosso herói. Com muitas cenas de ação f*** bem arquitetadas, corridas de carro no melhor estilo Velozes e Furiosos e uma conspiração da CIA que, mamma mia, te fará rir com gosto no final. E isso graças, em parte, à Alicia Vikander que interpreta Heather Lee, uma agente da parte de cyber crimes louca para subir na carreira e que comandará a nova caçada. Sem expressões que denunciem seus pensamentos, a grande revelação desse Bourne com certeza é ela. Damon assume uma posição meio Mad Max – dá o nome para o filme, mas não rouba a cena a cada momento. É um protagonista que sabe dividir com os amiguinhos e deixa o filme com boas interpretações. Dewey (Tommy Lee Jones), o big boss da CIA, quer a cabeça do Bourne (grande surpresa, sempre tem alguém querendo a cabeça dele). Junto, há o Asset – contato -, interpretado por Vincent Cassel, um assassino contratado pela Agência que tem pendências pessoais contra Jason. Um vilão muito bem montado e frio, nos mesmo moldes que o próprio Bourne (que tem sérios problemas com expressões faciais) e mostra como seria o mocinho sem consciência e patriotismo cego.

Saindo da Grécia, para Alemanha e Inglaterra, Bourne corre contra o tempo para descobrir a verdade sobre seu recrutamento, seu pai, o que mais Dewey está aprontando com a Deep Dream, comandada por Kallor (Riz Ahmed)… Aliás, parece que esse ator está conquistando seu pedacinho de Hollywood com sua carinha “não-fui-eu-juro-jurandinho”. Mesmo com uma participação relativamente pequena, propicia um pano de fundo perfeito para o desenrolar da trama. Meio clichê, já foi tentada em diversos filmes de ação, mas parece funcionar em Jason Bourne. Aliás, o roteiro é repleto de clichês: o famigerado pen drive que cai na mão certa na hora certa, o tiro certo pela pessoa improvável, o personagem que começa com uma personalidade e termina com outra, o carro indestrutível, porém, são bem manuseados e formam um bom produto, afinal.

O primor de Jason Bourne está no amadurecimento do personagem. Nove anos após sua última aventura oficial, já que o longa do Renner é ignorado, Matt Damon soube mostrar o peso da idade em Bourne. Menos ágil e mais estrategista, suas artimanhas para derrubar o vilão são bem elaboradas. Com menos falas e mais observador, o agente tem suas habilidades repaginadas bem como as cenas de ação dirigidas por Paul Greengrass (trilogia Bourne) que consegue propor algo novo meio a tantos filmes do gênero. Vale a pena conferir sua frenética e detalhista direção. Ainda o que torna Bourne como um franquia diferenciada, é o fato de nada ser altamente explicado, a audiência é provocada para deduzir a história.

Se prepare para cenas alucinantes em uma duração considerável – 2h03m. Se segurem nas poltronas, Jason Bourne já está nos cinemas! Vai perder essa?

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