Confira nossa crítica de John Wick 3 - Parabellum, o terceiro capítulo da saga do assassino implacável interpretado por Keanu Reeves. Texto sem spoilers.

CRÍTICA | John Wick 3 – Parabellum

Filmão!

O Baba Yaga se prepara para a guerra em John Wick 3 – Parabellum

Nesses tempos onde todas as grandes franquias parecem ter nascido de adaptações de livros e quadrinhos, John Wick foi uma grata surpresa. A franquia de um assassino implacável e invencível, em guerra contra um sindicato secreto de criminosos, não só trouxe um personagem fascinante e uma mitologia rica, mas o mais importante: cenas de ação sensacionais.

John Wick 3

Começando imediatamente após o final de John Wick 2 – Um Novo Dia Para Matar, John (Keanu Reeves) corre pelas ruas de Nova York se preparando para o final da uma hora de misericórdia concebida por Winston (Ian McShane). De cara, todos os assassinos relacionados à Alta Cúpula e a organização criminosa começam a caçar Wick para ganhar a gorda recompensa por sua morte.

Como já é de se esperar, o Baba Yaga não é fácil de derrubar. Ele busca pessoas que ainda possam ajuda-lo a apaziguar a fúria da Alta Cúpula. Ele se encontra com a Diretora (Anjelica Huston), a mulher responsável por sua criação e Sofia (Halle Berry), uma assassina e amiga de John Wick que entra em combate com dois cães treinados.

As coisas se complicam quando a Alta Cúpula envia a Juíza (Asia Kate Dillon) para averiguar o que aconteceu entre John Wick, o Hotel Continental e o Rei do Bowery (Laurence Fishburne). Ela recruta o assassino Zero (Mark Dacascos) e seus discípulos para punir Winston, o Rei e eliminar John Wick. Será que antigos inimigos se tornarão aliados para sobreviver? Basta assistir.

Ação, ação, ação

Como falamos antes, os personagens interessantes e a rica mitologia servem apenas de pano de fundo para o que realmente atrai na franquia: as cenas de ação. Não só por sua brutalidade, mas pela criatividade, pela competência técnica do time de dublês, diretores e editores, mas também pela escolha de cenários incríveis para expor tamanha carnificina.

Quem já é fã da franquia não vai se decepcionar, afinal, John Wick 3 mantém o mesmo padrão de combate frenético com um leve toque de art house dos demais filmes. Quem é fã hardcore de ação vai se empolgar com a presença de ícones como Yayan Ruhian trocando porradas com o protagonista.

Se existe um porém na trama são os momentos onde os elementos mais absurdos da premissa esticam além do limite. O que é dizer muito ao considerar que essa baderna inteira começou no primeiro filme quando um filhinho de papai metido matou o cachorro de John. Fazer o protagonista voltar toda hora para a morte da esposa traz uma pieguice invasiva no roteiro.

Entendemos que é necessário trazer um elemento dinâmico para que John Wick sempre tente se desvencilhar da organização criminosa por trás do Hotel Continental, mas ao ver como a trama evoluiu ao longo da trilogia, criando um universo surreal de criminosos illuminati e um protagonista que é mais um predador do que um anti-herói, foge um pouco da caracterização ele voltar neste tema.

Talvez para manter futuros capítulos da saga, dar ao personagem novas motivações? Traria mais fôlego para a caracterização e novas possibilidades de rumo para a trama. Mas dos males, esse é definitivamente o menor.

John Wick 3 – Parabellum já está disponível nos cinemas brasileiros.

Até a próxima!

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Nota
8.8
Nota
O bom
  • É interessante ver os personagens em outro cenário além de Nova York.
  • Ninjas, não existe absolutamente nada que não fique melhor com ninjas.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    9
  • Enredo
    8
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