CRÍTICA | Kubo e as Cordas Mágicas – Animação já merece o Oscar 2017

Kubo e as Cordas Mágicas é uma história emocionante que marcará seu coraçãozinho Ai vem a Laika Entertainment e “pá”, te quebra no meio com uma história diferente, carismática...

Kubo e as Cordas Mágicas é uma história emocionante
que marcará seu coraçãozinho

kubo-e-as-cordas-magicas-critica-3Ai vem a Laika Entertainment e “pá”, te quebra no meio com uma história diferente, carismática e, obviamente, em stop motion. Ou seja, além da belíssima produção, Kubo e as Cordas Mágicas é um filme muito bom. Dos mesmos criadores de Boxtrolls (2014) e Coraline (2009), prepare-se para conhecer Kubo, um garotinho cego de um olho que passa o dia nas ruas de um vilarejo contando histórias e que terá que enfrentar monstros gigantes. Ok, vamos voltar onde tudo começou.

Sariatu, a mãe de Kubo, é uma mulher corajosa e detentora de poderes. Para proteger seu filho de suas irmãs e seu pai, ela se isola com Kubo em local desconhecido, onde, ao longo dos anos, ela relata ao jovem as aventuras de Hanzo, um destemido samurai. Kubo é apaixonado pelas histórias contadas por sua mãe e as usa como inspiração para ganhar dinheiro nas ruas do vilarejo. Além de sua criatividade e devoção ao dividir os contos com o público, ele usa um Sangen (instrumento japonês de cordas) para dar vida aos seus personagens feitos de origami.

Nem tudo na vida de Kubo é mágico. Até o Sol se por sua mãe fica presa em uma espécie de catatonia aguda. É neste período que Kubo se aventura pela cidadela e a noite, quando retorna, cuida de sua mãe e aproveita para curtir sua companhia, momento em que ela reforça que ele nunca pode ficar no vilarejo durante a noite pois seu avô, o Rei da Lua, quer seu outro olho. Um belo dia, Kubo é atraído pela possibilidade de falar com o seu falecido pai e suas maléficas tias o encontram. O jovem é obrigado a embarcar em uma viagem em busca da armadura de Hanzo, um artefato que o ajudará a derrotar suas tias. Com a ajuda de Macaca e Besouro, uma duplinha pra lá de birrenta, Kubo domina sua verdadeira magia ao ter fé em todas as palavras ditas por sua mãe e enfrenta, com muita determinação, sua trajetória em busca de paz. Mas para isso eles vão ter que derrotar alguns monstros assustadores.

Kubo e as Cordas Mágicas é uma história apaixonante que equilibra magia e cultura japonesa de forma única e encanta por suas distintas mensagens sobre amizade, família e superação. Certamente um roteiro que provocará as mais tímidas lagrimas em sua audiência e remexerá nos sentimentos daqueles que sentem saudade de entes queridos que já não estão mais por aqui. Além disso tudo, a Laika entrega uma animação em stop motion impressionante. A riqueza de detalhes está presente nas feições dos personagens, dos monstros, nos cenários, nos efeitos práticos e vestuários tornando a animação deslumbrante. Certamente um forte corrente ao Oscar 2017, e que competirá “pau a pau” com Zootopia, da Disney.

Dirigido por Travis Knight, a animação levou cerca de 94 semanas para ser realizada (aproximadamente 1.149.015 horas trabalhadas) e estreia dia 13 de outubro nos cinemas. Acho que nem precisamos dizer que você precisar conferir no cinema, né?

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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