[CRÍTICA] Kung Fu Panda 3 – Uma enxurrada de piadas repetidas e recicladas

Kung Fu Panda 3 empolga mais no trailer do que no filme O terceiro filme da franquia Kung Fu Panda chega aos cinemas mais com a intenção de levar...

Kung Fu Panda 3 empolga mais no trailer do que no filme

kung-fu-panda-3-critica-03O terceiro filme da franquia Kung Fu Panda chega aos cinemas mais com a intenção de levar a criançada para se divertir e poder vender muitos produtos dos personagens, do que qualquer outra coisa. Com um roteiro raso, uma mensagem de fundo bem genérica e cenas de ação cansativas, Po e sua turma embarcam em uma aventura contra o vilão Kai, O Coletor, um inimigo centenário do Mestre Oogway, que pretende retornar do mundo dos mortos e acabar com todos aqueles vinculados ao Mestre. Agora cabe a Po aprender a dominar o Chi, uma espécia de “energia”, para duelar com o novo rival. No meio do seu aprendizado como Mestre, seu pai, o panda Li, aparece na cidade, pedindo para que Po retorne a vila secreta dos pandas.

Encantando por reencontrar alguém como ele e tendo que lidar com o ciumes do seu pai ganso, Sr. Ping, Po viaja para o vilarejo e passa a ter a certeza de que pandas comem muito, se divertem e são fofinhos. Em meio a assustadora ameaça de perder todos os seus amigos para o maléfico plano de Kai, imersamos em quase 1/3 do filme destinado somente para vermos pandas alegres saltitando em tela, sem, de fato, complementar a narrativa base que tem a pretensão de apresentar a fase de amadurecimento de Po. O filme se perde em piadas recicladas da franquia e de outras já bem batidas e repetitivas – sobre pandas comerem demais e serem fofos… demais – e esquece de ser um longa de conteúdo. Se a intenção era apenas de oferecer 1h20 de cores e formas, o filme conseguiu, mas como obra que encerra a saga, o longa é bem fraco e zero marcante.

Os estereótipos de “o escolhido” e “destino” gritam em Kung Fu Panda 3 numa tentativa rasa de trabalhar o drama da história de Po. Em contraste, sua personalidade boboca acaba por duelar com o que ele está predestinado ,e mesmo quando o alcança, ainda falta amadurecimento da personalidade do personagem. “Ah, mas é um desenho animado! É para ser colorido e divertido!”, ok. Ninguém espera que Kung Fu Panda 3 seja um Divertida Mente.

Elementos como aprendizado, valor das amizades e de como ser um líder, ficam de lado e são mascarados por uma super produção. O visual de Kung Fu Panda 3 é realmente bem feito, mas não é de beleza que uma franquia se sustenta. O longa só serve para divertir a criançada de forma inofensível, mas entra para a lista de uma das mais fracas animações da DreamWorks de todos os tempos. Ufa, ainda bem que foi o último filme. Ou não.

Dirigido por Jennifer Yuh e Alessandro Carloni, Kung Fu Panda 3 já está em cartaz nos cinemas nacionais.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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