CRÍTICA | Legion – Episódio 1 – Os mutantes invadem a televisão

Legion usa um personagem obscuro do Universo X-Men para criar uma série intrigante Estamos nos aproximando da singularidade de adaptações de quadrinhos. Entre cinema e televisão deveremos chegar em...

Legion usa um personagem obscuro do Universo X-Men para criar uma série intrigante

LegionEstamos nos aproximando da singularidade de adaptações de quadrinhos. Entre cinema e televisão deveremos chegar em 2020, com uma programação inteiramente baseada em HQs. De comédia a terror, com temáticas mais adultas ou simplesmente uma aventura divertida, parece que não existiria mais espaço para uma série diferente. Aí entra Legion. Tivemos a oportunidade de ver o primeiro episódio da nova série da FX semana passada… E não se parece com nada que já foi feito no meio.

Quem é Legion?

Criado por Chris Claremont e Bill Sienkiewicz, David Haller é o filho desconhecido do Professor Xavier. Nascido com vastos poderes psiônicos, o mutante, que ganharia o nome de Legion sofre de transtorno dissociativo de identidade também. Suas habilidades telepáticas absorvem a “personalidade” de pessoas ao seu redor. Cada personalidade absorvida pode tomar controle do mutante e manifestar um poder novo. Tecnicamente, os poderes de Legion são ilimitados e ele pode ser um dos mutantes mais poderosos já criados, sua única desvantagem é a falta de controle.

Apesar da importância do personagem, sendo ele filho do famoso Professor X, Haller apareceu muito pouco nos quadrinhos. Sua contribuição mais importante na Marvel foi voltar no tempo e acidentalmente matar seu pai, criando assim a saga da Era do Apocalipse.

E na televisão?

Na série Legion, conhecemos David Haller (Dan Stevens), um paciente em um instituto psiquiátrico. Algo em seu passado aconteceu e, no primeiro episódio, parte da trama flerta com a percepção de loucura do personagem. Será que ele é realmente pancada ou será que ele tem algum tipo de poder?

Após uma série de incidentes, uma organização misteriosa sequestra o rapaz para determinar se ele realmente tem o nível de poder que eles acreditam. Se a teoria foi comprovada, acabaram de descobrir o mutante mais poderoso do planeta.

O primeiro episódio de Legion é extremamente experimental. A direção de Noah Hawley, também criador da série, é seriamente inspirada em Stanley Kubrick. O visual retrô anos 70, remete à Laranja Mecânica e o diretor compartilha da obsessão por simetria e formas geométricas centralizadas, que marcaram a obra do consagrado mestre do cinema.

O começo de Legion é bastante marcante, mas começou a criar um pouco de insegurança sobre o futuro da série. Afinal, este tipo de trama com elementos de loucura e alucinação (remetendo bastante também ao The Wall – o filme do Pink Floyd), fica bastante difícil carregar por uma temporada inteira. O final do episódio pelo menos, promete novas revelações no futuro da série.

Vale a pena? Os mutantes no cinema têm um universo cinematográfico com uma qualidade bastante inconsistente e, apesar de se arriscarem mais que o outro universo Marvel, nunca chegaram perto do que Legion se propõe a fazer. Agora vamos aguardar os próximos episódios.

Legion estreia dia 9 de Fevereiro no Canal FX.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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