Love, Death & Robots surpreende do em todos os episódios, inclusive pela divertida abertura, que lembra gif animados que mistura as ideias dos desenhos.

CRÍTICA | Love, Death & Robots – Temporada 1

Love, Death & Robots surpreende do em todos os episódios, inclusive pela divertida abertura, que lembra gif animados que mistura as ideias dos desenhos. ...

Love, Death & Robots é uma antologia de desenhos animados que reúne as mais diversas e irônicas formas de amar, morrer e claro, robôs!

Tim Miller foi reconhecido no mundo da cultura pop não por trabalhar com animação que lhe rendeu uma indicação ao Oscar em 2004. Miller foi o responsável por transferir para a telona, o personagem dos quadrinhos que muitos consideravam intransferível: Deadpool. Além de ser sua primeira obra como diretor de um filme, o talento de Miller começou a ser reconhecido por outros nomes importantes do cinema como David Fincher, do polêmico O Clube da Luta e do interessante A Rede Social.

Fincher, que vem desenvolvendo vários produções para a Netflix como House of Cards e Caçador de Mentes, convidou Miller para fazer algo diferentes e ousado em termos de animação, com a antologia Love, Death & Robots, que como o próprio título diz, reúne várias histórias (18, para ser exato) sobre amor, morte e robôs. Cada uma traz uma surpresa seja no estilo de animação, no tema ou mesmo a revelação final da história.

Imagino que tanto Fincher como Miller tenham lido na adolescência, alguns dos   grandes momentos da ficção e fantasia publicadas nas revistas Metal Hurlant (França) e Heavy Metal (EUA). Através daquelas páginas, o leitor viaja por ideias avançadas de Richard Corben, Drulliet, Moebius, Enki Bilal, Stefano Tamburini, Tanino Liberatore, só para citar alguns.  Mundos de fantasia, ficção e terror, onde, mesmo na pior das circunstâncias, ainda existia tempo para amar.

Desde o lançamento do DVD Animatrix, com vários desenhos mostrando pontos de vista diferente sobre o filme Matrix, não se tinha acesso a uma antologia tão impactante como essa. No cinema, com certeza, Heavy Metal – O Universo em Fantasia, de 1981, produção de Ivan Reitman, tem seu espaço garantido como obra definitiva que abriu a porta, certamente, para Animatrix e Love, Death & Robots.

Não cabe a mim, agora, explicar ou comentar cada uma das animações. Cada uma delas tem seu estilo de animação próprio, que serviu para contar cada uma das 18 histórias. Alguns poderão ficar assustados pela violência gráfica, ou pelas cenas de sexo, o simplesmente por usarem uma animação convencional para uma história muito rica.

O que é importante é trazer para o público uma preciosidade animada como essa, fruto de várias mentes criativas que deixaram de lado o pudor e construíram mundos, seres e ideias atraentes em vários sentidos. Claro, a intenção não foi chocar com o sexo ou a violência gráfica. Mas usar esses elementos aliadas às clássicas e as modernas técnicas de animação para contar essas histórias… e que histórias!

Love, Death & Robots surpreende do primeiro ao ultimo episódio, inclusive pela divertida abertura, que lembra gif animados que mistura as ideias dos desenhos. Eu, particularmente, mergulhei de cabeça numa maratona de pouco mais de 3 horas, já que a duração dos episódios nunca ultrapassa 20 minutos. Nada como saber contar uma história, com começo, meio e fim. Isso sim, deixa a gente muito animado para ver essas preciosidades de Love, Death & Robots.

Comente via Facebook!
Nota
9
Nota
O bom
  • Admiráveis mundos novos
  • Sexo: onde algumas animações em CGI jamais estiveram.
  • Que venha a segunda temporada.
  • Direção
    9
  • Roteiro
    9
  • Elenco
    9
  • Enredo
    9
Categorias
CríticasSéries

Ver também