Lucifer quarta temporada Netflix crítica

CRÍTICA | Lucifer - 4ª temporada (Netflix)

Alguém já tá bem acomodado na Netflix!

Depois de ter sido cancelada pela Fox e resgatada pela Netflix, a quarta temporada de Lucifer finalmente chegou no streaming em maio exatamente mesmo dia em que havia sido cortada pela emissora de televisão no ano anterior.

Baseada na história criada por Neil Gaiman, Sam Kieth e Mike Dringenberg, a série mostra o anjo caído (Tom Ellis), que por estar de saco cheio do Inferno, resolve tirar férias em Los Angeles. Lá ele não só abre uma balada, como também se torna consultor da polícia e ajuda Chloe Decker (Lauren German) a resolver crimes na cidade do pecado.

Depois de terminar a terceiro ano com um baita cliffhanger, a nova temporada começa alguns meses depois que a detetive vê a real face do Capeta e da morte de Charlotte (Tricia Helfer) nas mãos de Caim/Pierce, vivido pelo habitante mais famoso de Smallville, Tom Welling.

Uma das principais mudanças com ida da série para a Netflix foi a redução drástica de episódios (de 26 para 10!) com uma duração de em média 50 minutos. Muitos espectadores assíduos tem visto isso como algo positivo, o que impede uma narrativa cheia de enrolação, algo que a demais temporadas haviam apresentado.

Por outro lado, me parece uma decisão para apressar o lançamento de novos episódios e também para testar o novo território sem gastar demais. Infelizmente, uma das grandes perdas com isso foi as poucas aparições de Trixie (Scarlett Estevez), que sempre brilhou na série, mas que agora dá pra contar nos dedos o número de cenas em que esteve. Foram quatro, por sinal (duvidou que eu tinha realmente contado, né?).

Outra mudança que com certeza agradou DEMAIS alguns fãs foi que, agora que não é mais televisionado em uma emissora tradicional, a nudez foi permitida. O charmoso Rei do Inferno aparece nu 10 vezes (a Netflix ainda nos fez o favor de publicar no Twitter a minutagem de todas as cenas).

Apesar de curta, a temporada dá mais espaço aos personagens secundários e algumas temáticas interessantes. Amenadiel (D.B. Woodside), encantado com a possibilidade de viver entre os humanos, é obrigado a encarar a realidade difícil de ser negro nos EUA. A alegre cientista forense, Ella (Aimee Garcia) enfrenta uma crise de identidade e de fé no cara lá de cima, genialmente representadas por suas camisetas.

Enquanto isso, Maze (Lesley-Ann Brandt), mesmo com sua pose de durona, passa por reflexões sobre família e relacionamentos, trazendo a tona sua humanidade. Aliás, é muito legal ver ela desconecta de Lucifer e caminhando pelas próprias pernas (e com suas facas).

Uma das novidades super positivas foi a adição de Inbar Lavi. A atriz israelense interpreta ninguém menos do que Eva, sim aquela da Bíblia e do Jardim de Éden. A personagem é bem construída e, em conjunto com a detetive, estabelecem um contraponto entre o bem e o mau, céu e inferno, na personalidade do Diabo. Mesmo vindo pra causar e atrapalhar a relação entre Chloe e Lúci, tanto os próprios personagens quanto os espectadores não conseguem odiar ela e simpatizam facilmente pela esposa de Adão.

Em compensação, tem coisas que não mudam… Dan (Kevin Alejandro) e Chloe continuam sendo personagens sem sal, os elos fracos do elenco. Mas pelo menos o “Detective Douche” tem um motivo pra ser chato nessa temporada com a morte da namorada. Então, ele tá perdoado.

Mesmo assim, mantendo o seu sarcasmo e humor característico, Lucifer se encaixa bem no catálogo original do serviço de streaming, atingindo as expectativas dos fãs que agora torcem para uma quinta temporada.

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Nota:
8.5
Nota:
O bom
  • Arcos de narrativas bons
  • Personagens secundários bem explorados
  • Boas atuações no elenco
  • O corpo incrível (!!!) do Tom Ellis
O ruim
  • Poucos episódios
  • A Trixie praticamente nem aparece
  • O Dan continua um chato
  • Direção
    8.5
  • Roteiro
    8.5
  • Elenco
    8.5
  • Enredo
    8.5
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