[CRÍTICA] Magic Mike XXL – Extra Sexy, Extra Magic, Large Feelings

Magic Mike XXL finalmente desembarca no Brasil! E a trupe dos meninos de Tampa está de volta! Três anos após o último filme, Magic Mike (2012), os strippers mais...

Magic Mike XXL finalmente desembarca no Brasil!

E a trupe dos meninos de Tampa está de volta! Três anos após o último filme, Magic Mike (2012), os strippers mais desejados do cinema se reúnem para um último, e marcante, show. Mike (Channing Tatum) conseguiu realizar seu sonho de abrir uma empresa de móveis personalizados, mas uma ligação de um antigo colega de palco o faz reencontrar Tarzan (Kevin Nash), Ken (Matt Bomer), Big Dick Richie (Joe delicia Manganiello), Tino (Adam Rodriguez) e Tobias (Gabriel Iglesias). Dallas (Matthew McConaughey) e Kid (Alex Pettyfer) encerraram suas atividades nos EUA e partiram para outro continente. Agora os rapazes estão por conta e resolvem participar de uma convenção de strippers em outra cidade e, para isso, torcem pelo retorno de Mike.

Photo by Claudette Barius - © 2014 Warner Bros. Entertainment Inc. and Ratpac-Dune Entertainment LLC

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Sem delongas, Mike embarca com os amigos para Mytle Beach. Durante a viagem, os rapazes expõem e discutem as ideias para o grande show, que seguem a mesma linha das apresentações feitas com Dallas. Mike quer fazer algo totalmente diferente e que, de certa forma, corresponda com a verdadeira personalidade dos dançarinos. É neste momento que Mike leva os rapazes para Rome (Jada Pincket Smith), uma antiga amiga e atual proprietária de uma casa de striptease bem sucedida que atende as fantasias de suas clientes de forma bem realista. Rome tem a chave do sucesso para este meio artístico e sua presença no filme reforça que, diferente do primeiro longa, Magic Mike XXL deixa de lado os performers para dar ênfase na audiência e no que ela quer. Chamadas de “rainhas“, as clientes de Rome têm suas expectativas atendidas sem os estereótipos já conhecidos quando falamos em casa de strippers. O que reflete que as mulheres de hoje são mais maduras sexualmente, mais informadas e que as fantasias clichês não saciam seus reais desejos. O que acaba por provar a Mike e seus amigos que chegou a hora de mudar o rumo do show.

Photo by Claudette Barius - © 2014 Warner Bros. Entertainment Inc. and Ratpac-Dune Entertainment LLC

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Em um segundo momento, os rapazes são “postos na parede” por mulheres mais velhas. Receosos em revelar o que de fato eles fazem para ganhar a vida, eles fabricam novas identidades, mas a experiência delas logo faz a máscara cair. Além dos diálogos fluírem na área “mulheres mais velhas não correspondidas sexualmente”, elas acabam por objetificar os rapazes para saciar suas curiosidades sexuais. Esta inversão de papeis é um dos pontos mais positivos do filme, já que Hollywood, ultimamente, só sabe trabalhar com casais formados por jovens meninas e quarentões.

Rome resolve ajudar Mike e seus amigos para elaborar o show e finalmente temos um longa que aborda a sexualidade feminina de forma moderna e sincera. Magic Mike XXL apresenta o que, de fato, as mulheres buscam. A personagem de Jada Pincket Smith comprova que para os rapazes deixarem de lado sua obsolescência, eles precisam estar dispostos a mostrarem algo a mais para a audiência. Um contraste interessante com o primeiro filme, onde o mentor dos rapazes, um homem, os treinou com uma visão limitada e até antiquada sobre sexualidade feminina, e só com a ajuda de uma mulher nossos “heróis” voltam a ter relevância. Este tipo de sexualidade realista e alinhada com as emoções é notado na boate de Rome, onde cada ambiente explora uma fantasia diferente, mas sempre em voga o controle das mulheres.

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No terceiro ato temos finalmente o resultado da experiência vivida ao longo da viagem até o evento. E o resultado é um TESÃO. Esqueçam o bombeiro, o militar e o marinheiro, chegou a hora de conhecermos um sadomasoquista, um pintor, um doceiro, um cantor e uma suruba de verdade. E detalhe: tudo isso sem sexo! A coreografia e ambientações criadas para a apresentação dos rapazes são divertidas, originais e fazem qualquer pessoa se contorcer na cadeira do cinema. E quando chega o momento de sair da sala, você vai querer mais e mais. Os gordinhos, carecas e magrelos que não se ofendam, mas quando o assunto é striptease, pedimos a qualquer força maior que multiplique as esculturas chamadas Chaning Tatum, Joe Manganielo e Matt Bomer. É DE BABAR!

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Magic Mike (2012) marcou por surpreender o público. Enquanto a audiência esperava uma versão para mulheres de Showgirls (1995) e Striptease (1996),  o filme trouxe na verdade uma exploração profunda e sincera de personagens inseridos em uma vida que costuma ser ignorada e ser considerada “brega”. Em contraste sua continuação coloca estes personagens em segundo plano e decide explorar com maior profundidade o que sexualidade representa para sua audiência, o que de fato as mulheres esperam e como, às vezes, os homens precisam aprender alguns truques novos para de fato excitar.

Photo by Claudette Barius - © 2014 Warner Bros. Entertainment Inc. and Ratpac-Dune Entertainment LLC

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O ritmo do filme é um pouco truncado, o segundo ato – e o mais importante para consolidar a estrutura do show final – sofre por explorarem diálogos minimalistas e com o desenvolvimento do interesse romântico de Mike. Como uma boa sequência do diretor Steven Sondenbergh, não espere somente danças e mais danças, o roteiro de Reid Carolin – responsável também por Magic Mike (2012), oferece intelectualidade para lidar com a temática, sem soar prepotente e nem deixar de lado o que o telespectador quer: ver um monte de barriga sarada lambuzada de óleo de bebê.

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Photo by Claudette Barius – © 2014 Warner Bros. Entertainment Inc. and Ratpac-Dune Entertainment LLC

Com Sodenbergh (Magic Mike) agora como produtor executivo do longa dirigido por Gregory Jacobs (Estrada Maldita), Magic Mike XXL estreia no Brasil dia 30 de Julho com muita leveza, um bom elenco, boas piadas, ótimos momentos de pura diversão  e – de novo – muita dança e sensualidade.

Não recomendamos para cardíacos.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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