CRÍTICA | Malévola: Dona do Mal – Angelina Jolie ainda é soberana na vilania

A quarta live-action do ano da Disney chega aos cinemas
Confira nossa crítica sem spoilers de Malévola: Dona do Mal. Será que Angelina Jolie acerta em Malévola 2? Confira aqui nossa resenha do filme!

Uma das vilãs mais icônicas da Disney está de volta! Malévola: Dona do Mal estreia essa semana nos cinemas.

Quando o primeiro filme da franquia estreou em 2014 o mundo todo se viu abismado com a interpretação de Angelina Jolie no papel principal, trazendo um novo olhar para as antagonistas dos contos de fadas. Virou consenso geral de que a atriz havia nascido para interpretar a vilã de A Bela Adormecida.

Apesar do sucesso do longa, eu, particularmente, achei que a história tinha terminado ali e por isso fiquei com um pé atrás quando soube da continuação. Incluindo Michelle Pfeiffer no elenco como a futura sogra de Aurora (Elle Fanning), o filme dirigido por Joachim Rønning, mostra Malévola e sua afilhada se questionando sobre os laços familiares que as prendem à medida que seguem em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias.

Também fazem parte do elenco Harris Dickinson, que assume o papel do Príncipe Phillip, Sam Riley (Orgulho e Preconceito e Zumbis), Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão) e Ed Skrein (o Ajax de Deadpool).

Alguns críticos estão até dizendo que essa é a melhor sequência já feita pela Disney. Não sei se é pra tanto, mas com certeza fui pega de surpresa com o rumo que a produção tomou. Expandindo o universo apresentado anteriormente, somos apresentados a informações que eu nem sabia que queria hahah, como a origem do ser que é Malévola.

Um dos pontos mais interessantes é ver a protagonista tentar superar seu zelo extremo em relação a Aurora com um certo humor (sim, a gente ri com ela). E de certo modo acho que todos os pais poderiam se identificar com a dificuldade de deixarem seus filhos tomarem rumo. Aliás, a própria Angelina Jolie estava passando por isso durante as filmagens quando seu filho mais velho saiu de casa para fazer faculdade na Coreia do Sul. Talvez isso tenha ajudado ela a retomar a personagem, dando cada vez mais humanidade para ela, sempre com muito glamour, é claro. E ver ela e Pfeiffer dividindo a tela é praticamente um duelo entre gigantes.

E é nessa relação entre as duas que abordam a temática da segregação entre os humanos e os seres mágicos, algo que facilmente se relaciona com as lutas de minorias e no preconceito contra o que é diferente que vivemos na “vida real”.

Falando na nova integrante, o público não é surpreendido quanto ao papel do “mal”, sabemos quem é a verdadeira vilã desde o trailer. O roteiro seria mais bem aproveitado se as reais intenções da Rainha Ingrith fossem aparecendo aos poucos ou causasse uma reviravolta na história.

Em contrapartida, contracenando com duas atrizes de peso, Fanning não fede nem cheira, o que a torna um dos elos fracos do longa.

Vale destacar também o figurino feito por Ellen Mirojnick, que são lindos, elegantes e cheios de detalhes; a maquiagem que literalmente dá vida a personagem principal, já que sua estética não é nenhum pouco comum (não duvido nada se o filme for indicado para o Oscar nessa categoria); e os efeitos especiais que transforma o cenário em um conto de fadas com muitas cores e paisagens de fantasia.

Então, se quiser viajar até um mundo repleto de seres mágicos, confira Malévola: Dona do Mal nos cinemas.

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Nota
7.9
Nota
O bom
  • Interpretação de Angelina Jolie
  • Figurino maravilhoso
  • Trabalho incrível de maquiagem
  • História se expande
O ruim
  • Não é necessário
  • Elle Fanning é sem graça
  • O roteiro não surpreende tanto
  • Direção
    7.5
  • Roteiro
    7.5
  • Elenco
    7.5
  • Produção/Fotografia
    9
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