crítica Maniac na Netflix

CRÍTICA | Maniac - Jonah Hill e Emma Stone enfrentam o mundo moderno

Maniac, uma minissérie em 10 episódios, estreou na Netflix com Jonah Hill e Emma Stone no elenco Maniac na Netflix é um projeto ambicioso. Estrelado por dois atores que...

Maniac, uma minissérie em 10 episódios, estreou na Netflix com Jonah Hill e Emma Stone no elenco

Maniac na Netflix é um projeto ambicioso. Estrelado por dois atores que frequentemente estão envolvidos com projetos cinematográficos premiados e dirigido por Cary Joji Fukunaga, que além da primeira temporada de True Detective, foi recém contratado para assumir a direção do 25° filme do 007. Mas com tanta ambição, o projeto dá certo?

Maniac

Owen (Jonah Hill) é um esquizofrênico potencial e filho de uma família rica. Ele vive sozinho em um apartamento minúsculo porque prefere conquistar a vida por conta própria e não contar com a renda do pai. Entre não se adaptar ao estilo de vida luxuoso dos parentes e suas alucinações de um rapaz misterioso chamado Grimssom, ele se sente alienado de tudo e de todos.

Annie (Emma Stone) é uma garota sem rumo que é obcecada com os relacionamentos com sua mãe e irmã. Incapaz de superar seus traumas, ela vive uma vida vazia e sem rumo. Seu único alento é uma droga misteriosa que a faz apagar por diversas horas.

Ambos, por motivos diferentes, vão parar na Neberdine Pharmaceutical Biotech, uma empresa de biotecnologia que está testando um novo medicamento revolucionário. As cobaias do experimento passarão por um procedimento que promete curar, sem absolutamente nenhum efeito colateral, todos os problemas psicológicos e existenciais dos personagens.

Os personagens passarão por sequencias oníricas que ajudarão a desvendar os motivos por trás de seu sofrimento.

Muito espaço, pouca trama

De cara, Maniac sofre de um problema um pouco recorrente de outras séries da Netflix, o bom e velho, cinco quilos num saco de dez. Simplesmente não tem muita trama a ser contada para uma premissa que no final do dia, é bastante simples. Sim, Hill e Stone entregam a melhor atuação de suas vidas, em um projeto bastante complexo visto que ambos interpretam diferentes personagens dependendo do sonho. Mesmo assim, fora das exibições artísticas, existe pouco a ser explorado no que se resume a “é importante se conectar com as pessoas”.

A cenografia é fascinante, aquele retrofuturismo “cinco minutos no futuro” que sempre chama atenção, mas ao invés de tudo ser branco Apple e telas touch, observamos algum futuro alternativo onde o senso estético de Rocky Morton mistura com uma propaganda da Cassio e tudo tem aquela mistura de Terry Gilliam com David Lynch que se espera desse tipo de ficção científica. De quebra, rola até algumas excentricidades visuais a la Ken Russell.

De resto, Justin Theroux e Sally Field roubam a cena como personagens coadjuvantes que trabalham na farmacêutica e esbanjam excentricidade suficiente para quebrar alguns trechos mais parados da série.

Vale a pena? É uma série bastante humana sobre a necessidade de criarmos conexões. Os protagonistas terminam em uma relação de amizade mais sólida do que um romance pedante e desnecessário. O grande problema mesmo é a falta de volume de história para carregar tantos episódios, ainda assim, é o tipo de aposta que não se vê todo dia.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
7.3
Nota
O bom
  • Atenção para Sonoya Mizuno e Rome Kanda, eles roubam a cena.
O ruim
  • Dois episódios para introduzir os personagens antes de começar a história é exagero
  • Direção
    8
  • Elenco
    8
  • Roteiro
    6
  • Enredo
    7
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