Marvel Demolidor - Temporada 3

CRÍTICA | Marvel Demolidor - Temporada 3 - Alguém anotou a placa?

Lembre-se de respirar ao longo dos episódios....

O que acontece na terceira temporada de Demolidor é pura e simples perfeição

Pois é caro leitor, é estranho né? Sabemos que você costuma ler críticas na internet para ver textos com palavras como “transcendental” ou “furos de trama” e não uma reação completamente exagerada. Como assim “perfeito”? Como que algo possa ser verdadeiramente “perfeito”? A arte não é uma busca incansável pela perfeição? Será que nós como humanidade atingimos nosso apogeu como criadores com a terceira temporada de Marvel Demolidor?

Será que aqueles mais revoltados, que fizeram textões sobre como o antagonista desta temporada é uma versão fictícia de Donald Trump ou de nosso próximo presidente estavam certos? Seria esta a transcendência artística que, aquele que vos escreve está falando?

Não, nem um pouco. Mas quando você termina todos os treze episódios com uma leve taquicardia, com suadouro e desespero durante aqueles breves segundos entre os créditos e a cena de abertura e você precisa de um intervalo após assistir o que provavelmente foi a coleção mais impressionante de cenas de ação em uma série de quadrinhos e o conflito com o melhor vilão que o Universo Cinematográfico Marvel já produziu, sim, podemos dizer: perfeição.

Demolidor – Temporada 3

Ao contrário de quem teve que assistir, Matt (Charlie Cox) sobreviveu ao final da primeira temporada de Demolidor. Encontrado pelo padre Lantom e com ajuda das freiras do orfanato é tratado em segredo no porão da igreja. Ele decide abandonar a identidade de Matt Murdock, seus amigos e até mesmo o traje vermelho para voltar ao básico.

Em paralelo, Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) orquestra um acordo com o FBI para delatar outras organizações criminosas em troca de uma prisão domiciliar, um primeiro passo que revela um plano que mostra até onde vai o alcance do Rei do Crime. Solto da cadeia, ele recruta um agente do FBI psicopata com habilidades de arremesso sobrehumanas para ser seu assassino pessoal e começa a eliminar aqueles que o prenderam.

Aos poucos, Matt descobre que não basta apenas fúria e um par de punhos para derrotar o gigantesco império criminoso de Fisk e precisa confrontar algumas verdades sobre si próprio para salvar o dia.

Melhor temporada

Não existe outra série da Marvel/Netflix que se equipara a Demolidor. Jessica Jones e Luke Cage tem temáticas importantes, mas são arrastadas e com um elenco de apoio pouco interessante. Punho de Ferro é uma bagunça. Justiceiro tem seus méritos, mas demora um pouco para engrenar.

Não é o caso do diabão. Os poucos e bons que sobraram em Nova York precisam enfrentar o alcance de Fisk, que cresce com uma velocidade cancerígena e mata todos aqueles que não se submetem ao seu controle. Aos poucos, os inocentes vão se perdendo em uma trama complexa e aterradora.

A intensidade da terceira temporada tem seu melhor reflexo no quarto episódio com uma luta em cadeia filmada em plano sequencia que dura 10 minutos e causa leves infartos em quem está assistindo. É brutal, é violento, é visceral. Porra, é Demolidor.

Vale a pena? Muito. Não existe vilão do Universo Cinematográfico Marvel que chega perto de Wilson Fisk, não só pela atuação fantástica de Vincent D’Onofrio, mas pelo que ele representa, uma força que não pode ser derrotada por dois socos e uma piadinha bem colocada. Algo que o estúdio tem trabalhado recentemente em sua safra de vilões carecas.

Outros pontos de nota. Não existe episódio tapa buraco, não tem episódio que a trama para apenas com o objetivo de trazer um flashback ou colocar personagens para discutir suas motivações (lembra do episódio do refúgio da segunda temporada de Luke Cage?). Até mesmo o único episódio com flashbacks que exploram os passados do “Mercenário” e de Karen Page (Deborah Ann Woll) são fascinantes e amarram com o enredo do episódio.

Ao contrário de outras séries da Netflix Marvel, o elenco de apoio não suga o ritmo da história, mas acrescenta e fascina. Cada um ali tem um papel importante na “guerra” e suas jornadas emocionais são tão marcantes quanto a de um certo super herói cego.

Se você não assistiu ainda, vá ver sem dó. Esta temporada merece toda sua atenção.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
10
Nota
O bom
  • Uma série é tão boa quanto seu elenco e o elenco de apoio de Demolidor segue impecável.
  • Melhor versão de Bullseye já feita
  • Diversos elementos da saga Queda de Murdock foram adaptados com maestria.
  • A briga de prisão... apenas.
O ruim
  • São só 13 episódios...
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Enredo
    10
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