Rebel WIlson tira sarro do gênero comédia romântica em Megarromântico, filme de comédia já disponível na Netflix. Confira nossa crítica sem spoilers!

CRÍTICA | Megarromântico – Netflix tira sarro de comédias românticas

Megarromântico brinca com os clichês das comédias românticas e entrega um filme divertido Por um tempo, as comédias românticas foram parar no purgatório de Hollywood. O gênero era sucesso...

Megarromântico brinca com os clichês das comédias românticas e entrega um filme divertido

Por um tempo, as comédias românticas foram parar no purgatório de Hollywood. O gênero era sucesso garantido. Todo Valentine’s Day (Dia dos Namorados nos EUA), era possível curtir uma historinha açucarada com Kate Hudson ou Katherine Heigl no papel principal. De repente, esse tipo de longa sumiu dos calendários de cinema. Parte por estagnação criativa, o crivo de qualidade estabelecido por diretoras como Nora Ephron e Nacy Meyers foi jogado no lixo em troca de roteiros genéricos e cheios de clichês. Parte foi pelas cansadas análises políticas que se repetem periodicamente quando um intrépido jornalista mais jovem “descobre” algo mais antigo e escreve um editorial “chocado” sobre como algo é politicamente ultrapassado.

Por sorte, a Netflix gradualmente começou a ressuscitar o gênero trazendo novas vozes criativas tanto na frente quanto por trás das câmeras com novos projetos quase mensalmente. E agora, com Megarromântico, o gênero ganha uma paródia bem merecida.

Megarrômantico

Natalie (Rebel Wilson) é uma arquiteta morando em Nova York. Ela tem baixo auto-estima e trabalha num escritório com sua assistente Whitney (Betty Gilpin), seu amigo Josh (Adam DeVine). Todo mundo passa por cima dela, inclusive seu novo cliente, Blake (Liam Hemsworth), um bilionário bonitão. Natalie não acredita no amor e muito menos nas mensagens açucaradas das comédias românticas, um gênero que ela detesta, mas tem um conhecimento quase enciclopédico.

Tudo muda quando Natalie sofre um acidente no metrô e acorda no hospital após uma coma. Ela começa a perceber que tudo ao seu redor mudou. Nova York está colorida e bela. Sua rua, antes um antro imundo, está repleta de livrarias e confeitarias. Seu apartamento sujo e pequeno vira um apartamento de luxo com direito a um closet gigantesco cheio de sapatos e até um melhor amigo gay que não parece ter vida própria além de atender todas as necessidades da protagonista. Sim, ela acorda em um universo de comédia romântica.

O triste escritório de advocacia vira agora algo saído de O Diabo Veste Prada, Whitney não é mais sua assistente e amiga, mas sim sua rival amarga. Blake não é só um cliente, mas sim um interesse amoroso. Aliás, o tempo todo, todos os homens viram interesses amorosos. Aos poucos, Natalie vai aprendendo as regras do universo e tenta voltar para a realidade.

Sarro com os clichês

Esse formato “O Último Grande Herói” só que para comédias românticas é uma ideia tão óbvia para filmes que é meio impressionante que ela não foi pensada antes. É claro que outros filmes flertaram com a ideia como em Não é Mais um Besteirol Americano (aliás, palmas para os tradutores de títulos, vocês nunca falham em decepcionar), mas nunca pularam de cabeça.

Megarromântico é divertido, mas comenta pouco sobre o gênero que tanto tira sarro. O filme perde o fôlego diversas vezes e só consegue manter coesão porque Rebel Wilson consegue ser engraçada com naturalidade e mantém a narrativa andando. É difícil fazer um comentário mais ácido ou profundo sobre um gênero que cria suas histórias em universos superficiais e rasos.

De qualquer forma, se você é fã ou pelo menos já estacionou em algum canal passando alguma comédia romântica para passar o tempo, com certeza vai se divertir com Megarromântico. No mínimo é um gênero de filme que não vemos mais com frequência e em termos de comédia, dá para passar o tempo com poucas coisas melhores que uma paródia.

O longa já está disponível na Netflix.

Até a próxima!

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Nota
7.5
Nota
  • Direção
    7
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    9
  • Enredo
    6
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