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CRÍTICA | Megatubarão - Um prato cheio de diversão (e turistas comestíveis)

Megatubarão é diversão garantida Ah, tubarões. Quem diria que estes predadores ancestrais dos mares teriam uma tradição cinematográfica tão rica? De começar uma carreira de um diretor lendário, a...

Megatubarão é diversão garantida

Ah, tubarões. Quem diria que estes predadores ancestrais dos mares teriam uma tradição cinematográfica tão rica? De começar uma carreira de um diretor lendário, a curar Alzenheimer, a ser 50% de um evento climático inusitado ou até mesmo manter Blake Lively presa na mesma rocha, estes caçadores implacáveis são uma parte integral do gênero de filmes de monstros, mas com ressalvas, afinal, ainda são só peixes, até quando eles assustam? Eis que entra Megatubarão. Um filme que finalmente responde a pergunta, “existe algo na natureza que consegue matar Jason Statham?

“Prazer, Meg”

Ok. É meio que obrigatório, então vamos falar sobre o enredo de Megatubarão. Um bilionário excêntrico interpretado por Rainn Wilson (o Dwight de “The Office”) constrói um laboratório submarino de pesquisas para desvendar os mistérios do fundo do mar. A equipe envolvida descobre que a fossa mais profunda do Oceano Pacífico é mais profunda ainda e esconde um ecossistema secreto. Um ecossistema que preservou os Megalodontes*, tubarões pré-históricos gigantescos que comiam baleias como se fossem Doritos.

Já que ninguém consegue convencer gente rica que gastar bilhões para construir qualquer coisa envolvendo monstros gigantes SEMPRE DÁ ERRADO, algo dá errado e um megatubarão foge para o Oceano. Um megatubarão com fome e com bastante curiosidade para experimentar uma tal moda gastronômica chamada humano.

Por sorte, entre a equipe, temos Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador com um passado traumático, louco suficiente para enfrentar o bichão e um diálogo inteiramente retirado dos melhores filmes de ação dos anos 80. Junto em sua missão temos Suyin (Li Bingbing), uma intrépida bióloga marinha que não está no filme para ser a donzela em apuros, mas para encarar o monstrão junto com o herói.

Uma MEGA premissa simples

Megatubarão é um filme deliciosamente despretensioso. É um filme de aventura que não perde muito tempo com firulas ou se esforçando para proporcionar uma ilusão de seriedade. É um longa sobre um tubarão gigante e ele sabe exatamente o que fazer com a premissa. O elenco tem personagens que andam naquela já conhecida balança entre marcante o suficiente para ter impacto emocional, mas descartável o suficiente para morrer sem atrapalhar o roteiro. E quando você acha que está faltando personagens importantes suficiente para ter nome para o tubarão matar, a ação se muda para uma praia lotada e a diversão começa de novo.

O diretor Jon Turteltaub** sabe exatamente o tipo de material que ele tem em mãos, e aproveita cada cena para criar algo criativo, empolgante e que não entende o significado da palavra “absurdo” .

E o veredito?

Megatubarão é mais uma belíssima adição à ressurgência de filmes de monstros que estão consagrando a sétima arte (por ser crítico de cinema, eu preciso usar o verbo “consagrar” de vez em quando. “Sétima arte” também). É um pouco surpreendente que não seja mais um filme da Legendary, a produtora que mais tem investido em coisas que fazem o chão tremer quando andam. Jason Statham é o protagonista perfeito pra esse tipo de longa. Se algo foi comprovado na franquia Velozes & Furiosos, e seu spinoff com Dwayne Johnson, é que o ator já tem extensa experiência contracenando com criaturas imensas que provavelmente só existem via computação gráfica.

Agora que você “devorou” essa crítica, nade o mais rápido possível para o cinema. Megatubarão estreia 9 de Agosto nos cinemas.

Até a próxima e continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar!

* Fato divertido 1: Os Megalodontes existiram de verdade. Eles vieram depois dos dinossauros e foram extintos mais ou menos 2 milhões de anos atrás. A teoria prevalecente é que mudanças climáticas causaram reduções drásticas na fauna marinha e isto reduziu a oferta de alimentos pros "megs".


** Fato divertido 2: Jon Turteltaub dirigiu Instinto em 1999. Foi o primeiro filme adulto que assisti que envolveu uma discussão pós-filme. Esta experiência fez um moleque de 12 anos querer fazer esse tipo de coisa pra sempre.

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
7.9
Nota
O bom
  • Sim, o diálogo é praticamente só frases de efeito, e isso é belo.
  • O megalodonte parece muito com aquele tubarão que nada perto de você no mar e você não está vendo.
O ruim
  • O filme demora um tiquinho para engrenar.
  • Direção
    8
  • Elenco
    9
  • Roteiro
    7
  • Enredo
    7.5
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