[CRÍTICA] Meu Amigo, o Dragão – Clássico de 1977, ganha nova versão…chata!

Não foi dessa vez Disney, Meu Amigo, O Dragão de 1977, é muito melhor! A Disney resolveu reinventar o clássico Meu Amigo, O Dragão, e o resultado é um...

Não foi dessa vez Disney,
Meu Amigo, O Dragão de 1977, é muito melhor!

meu-amigo-o-dragao-disney-3A Disney resolveu reinventar o clássico Meu Amigo, O Dragão, e o resultado é um show de exageros e tédio. Muito tédio. Apesar de ser visualmente bem feito, exceto por uma cena ou outra de humanos em cima do dragão Elliott, o novo longa é uma clara homenagem às produções do camundongo das décadas de 1980 e 1990. Diálogos fracos, reviravolta previsível e uma explosão de emoção que força o telespectador a levar caixas de lenço na bolsa para ir ao cinema. Como experiência nostálgica até vale a pena, mas estamos em 2016, e Meu Amigo, O Dragão, merecia algo a mais do que já conhecemos.

Entre os exageros temos um elenco de peso altamente desnecessário. A começar por Robert Redford que interpreta o Sr. Meacham, um velho escultor de madeira que encanta a criançada com suas histórias sobre o dragão que vive na floresta, um personagem tão nulo quanto sua filha Grace (Bryce Dallas Howard) que só sabe fazer cara de coitada ou desconfiada entre frases de efeito que saíram daqueles biscoitos da sorte, sabe? Para completar o elenco de humanos, temos Gavin (Karl Urban) que irá caçar o dragão a todo custo, Jack (Wes Bentley) e sua filha Natalie (Oona Laurence) que ajudam a acolher Pete (Oakes Fegley) o jovem que cresceu na floresta sob proteção de Elliott e Grace, a princesa Disney de frases de efeito… Mas já falamos dela, né?

Enfim, o longa começa com o jovem Pete tendo que se virar sozinho na floresta após perder seus pais. Anos depois ele é encontrado pelos guardas florestais. Seu sumiço deixa Elliott desesperado, e o dragão acaba sendo visto pelos humanos que logo enxergam a oportunidade de ganhar muito dinheiro. Mas com o longa é ainda é uma produção Disney, a emoção toma conta do enredo e dos espectadores ao contemplarem o amor e verdadeira amizade entre Pete e Elliott. Afinal, quem teria coraçãode  gelo para separar estes dois? “Let it Goooo, let i gooo…”. Ops, filme errado.

Se você é fã do Meu Amigo, O Dragão original, certamente irá gostar desta produção. Por outro lado, por que caramba repetiram a dose se hoje, com tanta tecnologia e bons projetos de releitura como Mogli e Malévola, a Disney apostou no mesmo do mesmo? Do que adianta fazer um dragão super bem feito em CGI e deixar o Pete como o “garoto mais corajoso do mundo” se o filme é chato, o ritmo é devagar quase parando e não conquista os corações dos espectadores? Aff…que coisa chata! Sessão da Tarde PURA.

Enfim, o longa estreia dia 29 de setembro e não vale a pena ser visto no cinema. Sorry rato, não foi desta vez.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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