MIB: Homens de Preto - Internacional é uma continuação fraca e esquecível. Confira nossa crítica de Homens de Preto 4 e veja porque ele não vale a pena.

CRÍTICA | MIB: Homens de Preto – Internacional

MIB: Homens de Preto - Internacional é uma continuação fraca e esquecível. Confira nossa crítica de Homens de Preto 4 e veja porque ele não vale a pena....

MIB: Homens de Preto – Internacional não traz novidades em continuação sem fôlego

Uma das tecnologias mais fascinantes do universo de MIB é o neuralizador, aquele pequeno apetrecho que solta um flash e apaga a memória de quem estiver olhando. Mais fascinante ainda é ver como a tecnologia foi incorporada na exibição de MIB: Homens de Preto – Internacional, já que ao terminar de ver o filme, já estava com dificuldades em lembrar o que tinha acabado de assistir.

MIB: Homens de Preto – Internacional

Molly (Tessa Thompson) teve um encontro com os Homens de Preto em sua infância mas fugiu do apagão de memória. Ela cresceu e passou sua vida em busca da misteriosa agência secreta que lida com alienígenas. Eventualmente, consegue localizar sua base secreta e termina recrutada como a Agente M pela Agente O (Emma Thompson).

Imediatamente é enviada para divisão da MIB em Londres onde conhece o agente T (Liam Neeson), chefe da divisão e o agente H (Chris Hemsworth), um agente talentoso e lendário que prefere baladas e farra do que fazer seu trabalho com seriedade. M e H terminam com uma arma poderosa capaz de destruir sistemas solares inteiros e precisam protege-la tanto de uma raça de alienígenas malignos, quanto de uma suspeita de conspiração dentro da própria MIB.

Mais do mesmo

Praticamente todos os filmes da série MIB seguem o mesmo formato. Um artefato alienígena poderoso é procurado por um ET malvado e os agentes precisam fazer de tudo para protege-lo. É a mesma fórmula aqui, mas com um elenco estranhamente frio e sem carisma. O que é milagroso considerando que Thompson e Hemsworth estão entre os atores mais carismáticos e versáteis da atualidade.

O que não ajuda aqui é o roteiro superficial que não estabelece uma personalidade para cada personagem. M é obcecada em encontrar a MIB, mas suas motivações não vão além disso. Ela inclusive chega a verbalizar como ela não tem vida. Já H, o roteiro indica que ele passou por algum evento traumático que o tornou indisciplinado e baladeiro, mas o roteiro nunca para para dar fôlego a isso e o torna inconsistente e cansado.

Os agentes J e K, interpretados por Will Smith e Tommy Lee Jones transbordavam personalidade e, no pouco de suas interações e contrastes, era possível deduzir o histórico de cada um que era aos poucos estabelecidos nas continuações. Hemsworth e Thompson parecem não ter química alguma ou ter substância suficiente para criar personagens que sejam menos esquecíveis. São perfis de personagens que deveriam funcionar um contra o outro, afinal uma é disciplinada e rígida e o outro é folgado e descompromissado, mas o embate de ambos raramente parece funcionar para criar um conflito interessante.

De resto, a receita de bolo segue. O novo mascote bonitinho é Pawny (Kumail Nanjiani), um pequeno ET que considera a Agente M sua rainha e basicamente age como um Scooby Loo extraterrestre. Temos também Rebecca Ferguson como Riza, uma ET traficante de armas que tem um passado romântico com H, mas como tudo na trama, não leva a trama a lugar nenhum além de uma desculpa de filmar algumas cenas na Itália para dar ênfase ao “Internacional” em MIB: Homens de Preto –  Internacional.

ETs, Aliens e tudo mais

Visualmente, os ets neste filme são os mais sem graça da série. Um dos charmes de MIB era ver como os imigrantes alienígenas se disfarçavam para viver na sociedade humana e as formas criativas que ocultavam suas verdadeiras formas. Até nisso o filme tem uma certa preguiça investindo entre personagens genéricos em computação gráfica ou apenas colocando humanos com apêndices extras. Tudo muito sem graça ou pouco memorável.

No fim

Entre efeitos visuais fracos, um roteiro fraco, um mal uso de um elenco de peso e uma história repetitiva e copiada de entradas anteriores, MIB: Homens de Preto – Internacional faz muito pouco para ressuscitar uma franquia tão icônica dos anos 90 e não justifica sua presença. Nostálgicos dos tempos de Will Smith e Tommy Lee Jones ficarão muito pouco impressionados com esta continuação e quem não é familiar com a série vai encontrar uma experiência bastante genérica e esquecível.

MIB: Homens de Preto – Internacional estreia 13 de junho de 2019.

Até a próxima!

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Nota
5
Nota
O bom
  • A trilha sonora de Danny Elfman é bem nostálgica.
O ruim
  • Faltou o final mindfuck obrigatório de cada filme da MIB.
  • Direção
    5
  • Elenco
    6
  • Roteiro
    5
  • Enredo
    4
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