[CRÍTICA] Minions – Filme diverte, tem boas piadas e não é para criancinhas

Conferimos Minions, o longa spin off de Meu Malvado Favorito Os Minions viraram uma febre após o lançamento de Meu Malvado Favorito, de 2010. Após a sequência de 2013, era certo de que...

Conferimos Minions, o longa spin off de Meu Malvado Favorito

Os Minions viraram uma febre após o lançamento de Meu Malvado Favorito, de 2010. Após a sequência de 2013, era certo de que os capangas de Gru ganhariam um filme solo. Mas será que esses estranhos seres seriam suficientes para manter o sucesso dos personagens? Bem, a Universal apostou nesse fenômeno pop e o filme dos MINIONS estreia dia 25 de junho em todo país.

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A proposta do filme, desde o início, era de contar a história dos atrapalhados seres amarelos aqui na terra. Logo de cara ficamos sabendo que eles estão em solo humano desde a época jurássica e sempre com único objetivo: seguir, idolatrar, cuidar e servir ao maior vilão do mundo. Do T-Rex às guerras de 1800, a trajetória deles, de longe, é uma das melhores partes – e a mais engraçada – do filme. Finalmente chegamos ao ano de 1968, e a comunidade Minion está lá no Polo Norte, entediada,  no meio do nada, quando Stuart, Bob e Kevin embarcam na aventura de encontrar um novo vilão para os Minions. Após uma breve jornada, eles desembarcam em Nova Iorque. A cidade, dominada pelos embalos hippies e do Rock’n Roll, só serve de ambientação para mostrar que Kevin é fã de tocar guitarra e contar como o look ‘macacão jeans’ se torna o “uniforme” que já conhecemos.

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Ainda por lá, eles ficam sabendo da convenção Expo-Vilões que acontecerá em Orlando. Na estrada, embarcam em mais uma breve – e tediosa – carona com uma família de assaltantes. Os pais e os filhos são “vilões” e se orgulham disso. Pausa para um adendo onde a mãe consola a filha por ela ter disparado o alarme do banco assaltado e afirma que a filha tem muito o que aprender para ser uma assaltante experiente. Boa mensagem, né? Só que não…

Chegando à convenção, os Minions focam em virar os novos servos da maior vilã do mundo, a Scarlet Overkill, uma vilã é difícil de engolir. Ela vive em uma mansão/castelo em Londres, é podre de rica, detém uma alta tecnologia e seu sonho é…roubar a coroa da rainha. Sua personagem duela com a versão “certinha” da Rainha, que passa a ser a vítima no meio da confusão. Até a cena onde vemos Elizabeth bebendo cerveja e disputando braço de ferro num bar. Oi?

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Numa tentativa de criar um mundo para os Minions, os roteiristas se perderam na estrutura e usaram todas as artimanhas desejadas. O resultado é um show de excessos, falta mínima de lógica e uma grande e vistosa vitrine para vender Minions em roupas, brinquedos e acessórios. Se o objetivo era de criar um leque infinito de itens de consumo para a garotada, o filme mandou muito bem. Do contrário, é apenas mais uma animação descartável que, infelizmente, não passa uma mensagem positiva para as crianças.

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A fotografia do filme é interessante em termos de animação: o visual é bem feito e, apesar da trama central ser uma zona, os roteiristas mandaram muito bem nas referências introduzidas ao longo da história. De Beatles à Jimmy Hendrix, os adultos vão se divertir com a trilha sonora da época e piadas mais adultas. Mas nada disso nos faz esquecer que Minions ainda seria um filme para crianças. Seriam esses elementos dos anos 60/70 a chave final para que os pequenos se foquem apenas no idioma misturado dos seres e das incansáveis frases terminadas com a palavra “banana”? Cheque-Mate! Minions será um sucesso, infelizmente, não merecido.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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