[CRÍTICA] Mogli: O Menino Lobo – Quando o CGI supera a realidade

Mogli: O Menino Lobo estreia dia 14 de Abril nos cinemas Ah, Disney! Vamos lá! Por onde começar? Após o anuncio de que Mogli: O Menino Lobo, animação do...

Mogli: O Menino Lobo estreia dia 14 de Abril nos cinemas

mogli-o-menino-lobo-disney-jon-favreau-critica-3Ah, Disney! Vamos lá! Por onde começar? Após o anuncio de que Mogli: O Menino Lobo, animação do estúdio do rato de 1968, não era possível imaginar que em pleno 2016, seria possível fazer algo que atendesse o “somente o necessário” em um live action. O que você precisa para transformar esta animação em “realidade”? Na real muito dinheiro e tecnologia de ponta. Os cenários de Mogli são tão reais que, talvez, pela primeira vez em anos de longas gravados em tela verde, o espectador esqueça – de verdade – que aquilo é computação gráfica. É realmente impressionante o resultado visual desta obra.

A história é a mesma que já conhecemos: Mogli é um menino abandonado na selva e criado por lobos. Um dia, o tirânico tigre Sheere Khan (Idris Elba) resolve que o menino precisa sair da floresta por ser uma ameaça a todos. Mogli foge, encontra o urso Baloo (Bill Murray) e com a ajuda da pantera Bagheera (Ben Kingsley) eles precisam dar um jeito nessa bagunça causada pelo tigre. Em termos de roteiro o filme entrega, muito bem por sinal, uma história já conhecida por todos e com elementos extras encantadores. A jornada de Mogli ganha mais destaque no live action. A relação entre ele e os animais é trabalhada ao longo do filme, nada é rápido ou pincelado, são 2h15 de filme que exploram o universo por trás de Mogli de forma cautelosa e sombria. O roteirista Justin Marks soube extrair o melhor do livro de Rudyard Kipling, The Jungle Book.

Mogli: O Menino Lobo é um filme que impressiona do começo ao fim. O único humano em tela é o jovem estreante Neel Sethi. Jon Favreau, que já se mostrou um excelente diretor de elenco mirim em Chef (2014), extrai de Sethi uma atuação competente e madura. Sua agilidade em tela, esperteza para criar “truques” de sobrevivência e amor pelos animais são elementos extraordinários e que vão além do “somente necessário”.

Obviamente que em um mundo mágico de animais falantes as vozes são excepcionais para compor o tom dramático. O time de atores que interagem com Sethi conseguiram acrescentar um peso ainda maior ao longa. Idris Elba, cuja voz imponente bota medo em qualquer pessoa, dá vida a um vilão tão marcante quanto Scar, de O Rei Leão (1994), dublado por Jeremy Irons. Bill Murray, mais uma vez, encanta, domina a tela e entrega um Baloo tão F**A que todos desejam viver dentro daquela selva e ser amigo dele. Entre outros destaques, Lupita Nyong’o é Raksha a mãe loba de Mogli, Scarlett Johansson é a sedutora cobra Kaa, Giancarlo Esposito dá voz ao líder da matilha Akela e Christopher Walken faz o Rei Louie, um antagonista duas caras responsável pela reviravolta psicológica do filme. Seu porte gigantesco e seu ar de chefão da máfia contrastam bastante com a fúria selvagem de Kahn, é uma pena que a presença do macacão perde um pouco o ar ameaçador devido a um número musical mal inserido na trama.

E por fim, e desta vez, o mais importante: o visual! Mogli é 100% filmado em tela verde. Um CGI tão perfeito que em seus 10 primeiros minutos a audiência se pega tentando diferenciar o real, no caso o Sethi, do restante. A pedra, a folha, os animais, a água, os galhos, as flores, tudo…tudo saiu da mente dos produtores da Weta Digital, responsáveis também por Homem de Aço (2013), a trilogia Hobbit, Os Vingadores e, dois longas muito impressionantes: Planeta dos Macacos e Planeta dos Macacos: O Confronto.

Ao conferir Mogli: O Menino Lobo  usamos afirmar: que atire a primeira pedra aquele que não se envolver com essa história, não se emocionar com Mogli e, de fato, se deixar levar pelo fantástico mundo Disney deste longa. É uma película bem executada, marcante e que faz qualquer marmanjo querer dar mais atenção aos documentários de animais do NAT Geo ou do Discovery Channel.

Boa sessão! Invista no 3D, no IMAX e na versão original caso não esteja acompanhado das crianças.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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