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CRÍTICA | Mrs. Fletcher - Temporada 1 - Episódios 1 e 2

Toda mãe é MILF?

Mrs. Fletcher chegou na HBO e merece a sua atenção

Confessamos que o que nos levou a ver esta minissérie foi a atriz Kathryn Hahn (da hilária saga Perfeita, É a Mãe!). A comediante, que também já se destacou por projetos dramáticos como Capitão Fantástico, estrela a nova minissérie da HBO, Mrs. Fletcher, do mesmo criador de The Leftovers, Tom Perrotta.

Aqui conhecemos Eva Fletcher, uma mulher de meia idade, divorciada, que se vê sozinha após seu filho ir pra faculdade. Como uma boa produção de Perrotta, a produção tem camadas, e aqui…bem, as camadas são bem intensas.

Mrs. Fletcher – Temporada 01 – Episódios 1 e 2

Para começar, Fletcher administra uma espécie de creche de idosos que oferece diversas atividades para a terceira idade. É lá que ela se depara com um paciente que perde o pudor, em função de talvez uma demência senil, e se vê obrigada a afastá-lo do local.

Em paralelo, seu filho está à caminho da faculdade e anda totalmente desconectado dela. Sexualmente ativo, o jovem é o tipão bonitão popular que não trata as mulheres com muita decência na hora do “rala e rola”. Ela ouve Brendan (Jackson White) se despedindo de uma ex-namorada antes de ir pra faculdade e isso causa uma certa preocupação em Eva.

Com isso em mente, chegou a hora dela ficar só. Suas amigas cobram que ela faça algo da vida, arrume um novo homem e vá curtir um pouco, já que viveu até agora em função do filho e da creche dos idosos. É por meio desses bons conselhos, que Eva chega num certo site chamado XVideos e se depara com uma sexualidade para mulheres maduras. Conhecidas também por MILF (Mom I’d like to f*ck – traduzindo: Mãe que eu adoraria f*der).

Esse universo para Eva é um tabu. Mas algo desperta sua curiosidade e ela passa, ainda de forma reclusa, a pensar em si como uma mulher sexualmente ativa. Acompanhamos Mrs. Fletcher em seu primeiro encontro às escuras e em seus pensamos obscenos no meio do mercado, em casa no sofá, no banheiro…Até que ela resolve dar um “grito de liberdade”, mas se depara com sua maior sombra: a terceira idade.

Mrs. Fletcher – Vale a pena investir?

Em um roteiro inteligentíssimo, sutil – e ainda assim com cenas impactantes e que deixam qualquer um mais recatado sem graça – Mrs. Fletcher é uma das abordagens mais intrigantes sobre mulheres que podem – e devem – viver sua sexualidade sem medo.

Eva é uma mulher. FIM. Não tem bandeira de idade, peso ou condição social. Existe uma mulher. Uma mulher só que tem um filho tarado, e sem controle, e uma vida no subúrbio americano que não a impede de se redescobrir. Ao longos dos dois primeiros episódios, num total de sete, já nos encantamos com o que foi apresentado.

Ela terá que, de alguma forma, lidar com a falta de rédeas de seu filho. Terá que lidar com o seu paciente que tem problemas com a falta de vergonha e ainda terá que entender por que seus pensamentos oscilam entre mulheres e um certo jovem que estudou com o seu filho do colegial.

Problemática mais do que implantada, Mrs. Fletcher veio para quebrar tabus e falar do assunto de forma diferente, intrigante e, de novo, inteligente.

A HBO exibe um novo episódio toda segunda às 00h30.

Ps.: Bem, com os termos MILF e XVideos presentes nessa crítica, o horário termina de explicar o que podemos aguardar desta produção, né?

Küsses,

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Nota:
10
Nota:
O bom
  • A direção é ótima e sabe criar tensão em cada cena.
  • O elenco é cativante.
  • Kathryn Hahn, como sempre, atuando muito!
O ruim
  • Ao menos nos dois primeiros episódios, não temos o que falar.
  • Elenco
    10
  • Roteiro
    10
  • Direção
    10
  • Produção / Fotografia
    10
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