[CRÍTICA] Nerve – Um Jogo Sem Regras: Como é a sua vida social virtual?

Nerve – Um Jogo Sem Regras estreia dia 25 de agosto. Você aceitaria um desafio em realidade aumentada? O eletrizando Nerve – Um Jogo Sem Regras é um filme...

Nerve – Um Jogo Sem Regras estreia dia 25 de agosto.
Você aceitaria um desafio em realidade aumentada?

nerve-um-jogo-sem-regras-critica-3O eletrizando Nerve – Um Jogo Sem Regras é um filme que poderá te surpreender. Viajamos no tempo até 2020, para acompanhar Vee DeMarco (Emma Roberts), uma jovem que está prestes a se formar no colegial e que leva uma vida às sombras de Nancy (Juliette Lewis) e Sidney (Emily Mead). De um lado, ela enfrenta o luto da perda de seu irmão e o comportamento maternal controlador, do outro Vee é pressionada por sua melhor amiga por não ter coragem de viver mais a vida e investir em sua popularidade – por mais que isso possa ser um ponto de divergência entre as duas. O fato é: Vee está em crise com sua vida pessoal, amorosa e, com a provocação certa, acaba entrando no mundo virtual de Nerve como uma jogadora.

Nerve é um jogo de desafios propostos virtualmente e realizados na vida real. Os usuários podem ser jogadores ou observadores. Como players, eles ganham dinheiro a cada desafio completo e não podem desistir no meio do caminho, não completar uma missão – após a mesma ser aceita – ou dedurar o jogo para uma terceira pessoa. Já como observadores, o envolvimento é de seguir os jogadores, lançar novos desafios e ajudá-los, de certa forma, a conquistar o primeiro lugar.

Do online para o real, em Nerve – Um Jogo Sem Regras, players e seguidores embarcam em uma corrida contra o tempo na cidade de Nova Iorque e os desafios são os mais inesperados: beijar alguém, se pendurar, pagar um mico, se fazer de idiota, correr risco de morte, entre outras coisas. Tudo pode acontecer, basta você ser ganancioso e corajoso, já que a cada desafio completo um montante de dinheiro é creditado em sua conta corrente.

Como assim? Calma, nós vamos explicar: a partir do momento que Vee se torna uma jogadora, TUDO, absolutamente TUDO o que já fora postado, acessado, escrito, apagado, dado check-in e comentado virtualmente por ela passa a ser o arquivo de Nerve. Desde uma simples foto de perfil aos seus dados bancários, e aqui, meu amigo leitor, é que mora o verdadeiro perigo. De forma gradativa, Vee se vê completamente dominada e controlada pelo jogo, não só por ter sido envolvida com Ian (Dave Franco), um outro jogador que esconde um passado delicado, mas por ser “rival” de Sidney no jogo. E com muita inteligência e reviravoltas inusitadas é que Nerve – Um Jogo Sem Regras faz a audiência parar de piscar ao longo do jogo.

Dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman, o longa estreia dia 25 de agosto nos cinemas e merece toda a sua atenção. Com um visual retrô-oitentista, o neon é explorado em todo visual de forma bem interessante, sem deixar a vista cansada e ainda apontando boas tendências para daqui a quatro anos, uma boa sacada “futurística” para complementar uma premissa verossímil e provocativa. É impossível não sair do filme sem questionar como somos no meio virtual. Como nos expomos online e, pior, o que pode ser deduzido de nossas vidas somente pelas redes sociais.

Vee ainda se ferra com Tommy (Miler Heizer), um hacker apreciador da internet que usuários normais não frequentam: a darkweb. É nesse ambiente obscuro e inusitado que o longa se firma em uma trama concisa, divertida e assustadora. Se o Pokémon Go fez a galera ir para as ruas, imagine o poder de Nerve que te dá grana por você ser popular e audacioso? F***U.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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