CRÍTICA | Nosso Último Verão (Netflix) - PQP, que filme forçado!

CRÍTICA | Nosso Último Verão (Netflix) – PQP, que filme forçado!

Em algum momento a Netflix erraria a mão nas comédias românticas, né?

Nosso Último Verão é tão fraco que nem sabemos o que colocar aqui antes da crítica…Então leia aí, por favor. 

Mais uma comédia romântica chegou na Netflix e o roteiro tem sérios problemas. O longa, dirigido, produzido e roteirizado por William Bindley – um “aquele cara” de Hollywood que não fez nada relevante para o mercado – tenta propor uma crítica à pressão imposta pelos pais e pela sociedade nos jovens assim que saem do colegial. A tomada de decisão e corrida contra o tempo para entrar na faculdade formam os “vilões” da história, como se eles tivessem que entrar em uma nova fase de maturidade e responsabilidades sem olhar para trás. Então o último verão de um grupo de amigos de Chicago é palco de uma narrativa forçada que os coloca numa posição como se estivessem indo para um campo de concentração. E isso é péssimo.

Ignorando totalmente que nenhum ator aparenta 16-18 anos, Nosso Último Verão é protagonizado por K.J. Apa (Archie Andrews de Riverdale) e Maia Mitchell (série Good Trouble – sem exibição no Brasil). Nosso galã é Griffin, um solteirão melancólico que quer seguir uma carreira artística enquanto seu pai, mandão e machista, o quer numa faculdade de exatas. #preguiça

Já Mitchell, interpreta a azeda Phoebe que, apesar de baixinha e delicada, é metida a feminista e independente. Ela está produzindo um documentário (!!) para conseguir uma bolsa na faculdade desejada. Ela não consegue bancar o financiamento estudantil então precisa ganhar um prêmio para ter a grana. Sua mãe é solteira, sofrida, abandonada por um homem que é pai ausente e os daddy issues garantem os piores diálogos vindos de sua boca.

Eles acabam tendo um caso, mas o pai de Griffin está traindo sua mãe com a mãe de Phoebe. A confusão é estabelecida e os dois precisam sair dessa neste último verão.

Em um núcleo 10% mais interessante, temos Alec (Jacob Latimore) e Foster (Wolfgang Novogratz) que trabalham arrumando cimento de garagens para levantar uma grana no verão antes de irem para a faculdade. Alec tomou um pé na bunda de uma patricinha e resolve curtir a solteirice saindo com a mina mais cobiçada do colégio. Além disso, a ex não sabe direito o que quer da vida e no estágio de verão percebe o quanto a vida adulta é cheia de obstáculos. Ela se envolve com um jogador profissional de basebol por… motivos.

Já Foster é o bonitão babacão que não sabe o que quer da vida e tenta sair com todas as meninas durante o verão por que, aparentemente, a vida na faculdade requer castidade. Nunca vamos entender essa necessidade de transar loucamente antes de ir para faculdade. Será que os jovens americanos são realmente assim ou esse clichè existe só em filmes?

Falando em transar, Reece (Mario Revolori) e Chad (Jacob McCarthy) são dois nerdões virgens que querem curtir o verão… transando. Eles se passam por adultos, usando ternos e gravatas, e resolvem frequentar bares de Happy Hour para dar em cima de “mulheres mais velhas” e terem suas loucas experiências antes da faculdade. Por que, aparentemente, a vida na faculdade requer castidade.

Ps.: eles se envolvem com “mulheres mais velhas” de 23 anos que parecem ter a vida profissional dos sonhos e são super bem resolvidas. #sono

E num universo paralelo de Nosso Último Verão, Mason (Norman Johnson Jr.) é um jovem descolado que resolve não entrar na faculdade para lançar sua carreira como skatista profissional. Não entendemos ainda o motivo dele estar no filme, mas é isso. Ele escolhe seu próprio destino ao invés de sofrer nas trezentas obrigações e pressões necessárias para entrar na faculdade.

Com toda essa bateria de informações, o roteiro se perde. Se perde feio! Nosso Último Verão trata esses três meses pré período universitário como uma grande despedida de uma vida que jamais será vivida. Sabemos que quase todos os filmes de colegial abordam esse tema, mas aqui é de um exagero sem fim. Tudo é trágico, tudo é dramático, tudo é exagerado e qualquer ação ou decisão dos personagens simplesmente parecem definir suas vidas com tanta intensidade que eles esquecem – e o roteirista também – que eles têm só 17 ou 18 anos.

Não entendemos o que o longa quer abordar ou criticar. Os personagens são adultos demais para faculdade e adultos de menos para serem executivos ou atuar em sabe-se lá o que eles querem ser na vida. Essa personalidade bizarra criada para o longa tira a leveza desse momento de despedida do colegial, trazendo um filme onde jovens precisam resolver os problemas de seus pais e vivem uma falsa independência que não agrega em nada à trama e muito menos à audiência.

Tava demorando para a Netflix errar a mão, mas este filme – de fato – é um dos piores do gênero. Abaixo nossos favoritos da plataforma para vocês verem e reverem quantas vezes quiser.

Küsses,

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Nota:
5.5
Nota:
O bom
  • O elenco é carismático, mas só!
  • A ideia central do filme é bacana, mas se perde muito rápido.
O ruim
  • Qualé a mensagem final? Affe!
  • Adolescentes de 17 ou 18 anos com cara de 25! hehehe
  • Direção
    6
  • Roteiro
    4
  • Produção / Fotografia
    5
  • Elenco
    7
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CriticasFilmes

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