[CRÍTICA] O Bebê de Bridget Jones – 12 anos se passaram, será que deu certo?

Que atire a primeira pedra quem nunca teve um dia estilo Bridget Jones: sofá, pote de sorvete e um filme romântico na TV Bridget Jones (Renée Zellweger), nossa queridinha...

Que atire a primeira pedra quem nunca teve um dia estilo Bridget Jones: sofá, pote de sorvete e um filme romântico na TV

o-bebe-de-bridget-jones-universal-picures-critica-1Bridget Jones (Renée Zellweger), nossa queridinha inglesa, está de volta 12 anos após sua última aventura nos braços de Mark Darcy (Colin Firth) e Daniel Cleaver (Hugh Grant). O tempo passou, não só para os atores, mas também para Bridget que agora completa 43 anos em sua nova jornada. Com a morte de Daniel, um novo bonitão surge no pedaço. Jack Qwant (Patrick Dempsey) é um milionário dono de uma rede social de relacionamentos e ele se encanta pela quarentona, enquanto Darcy tenta reconquistar a ex-namorada. Tudo isso com um elemento extra: Bridget está grávida e não sabe quem é o pai.

Mas vamos do início: 12 anos depois, nossa protagonista está, aparentemente, bem de vida. Ela comanda um programa de notícias de sucesso, mora em um bom apartamento, está com o peso em dia, porém segue solteira. O que estaria faltando na vida de Bridget? Pressionada pela mãe para arrumar logo um marido e dar um neto a ela, a solteirona resolve curtir um final de semana de muita cachaça e libertinagem. É neste momento que ela conhece Jack, com quem tem um caso de uma noite. Um semana e pouquinho depois, Darcy – o recém divorciado – resolve matar a saudade da ex-namorada e os dois aproveitam uma noitada juntos. Bridget engravida e somente no nascimento do bebê conseguirá saber quem é o pai.

Numa tentativa fraca de “por qual homem eu devo me apaixonar independente de quem é o pai”, o terceiro filme da franquia deixa a desejar. Engraçadinho, mesmo que em muitos momentos de forma forçada, a versão da casa dos enta de Zellweger não funcionou. Primeiro que a atriz fez sim alguma mudança estética em sua face então fica difícil de enxergar a personagem em muitos momentos, segundo porque ser atrapalhada e graciosa aos 30 é uma coisa, mas com 43… Não rola. A grande “cereja do bolo” na franquia Bridget Jones é a personalidade da personagem. Com o mix perfeito de ingenuidade, bobice e nervosismo, a jovem sem trava na língua conquistou uma legião de fãs justamente por seu jeitão atrapalhado. Mais de uma década depois, esse comportamento soa mais como falta de amadurecimento deixando suas atitudes mais estranhas do que divertidas.

Aproveitando a reflexão, Sex and The City é uma comparação que cabe aqui. Os fãs da série acompanharam as quatro amigas saírem dos 30 e chegarem aos 40 e poucos. Em nenhum momento elas deixaram suas personalidades de lado, mas o amadurecimento e peso da idade foram necessários para embasar a jornada dos infinitos relacionamentos de cada uma. Aos chegarmos nos filmes, que encerraram a série, Samantha, Carrie, Charlotte e Miranda estão ali, presentes, mais velhas, maduras e ainda assim com seus elementos que as caracterizam. O terceiro filme da franquia de Jones tenta, tenta de verdade, mas esse amadurecimento é falho deixando a personagem abobalhada. Resumindo: esta não é a Bridget de 43 anos que os fãs gostariam de ver.

Além disso, o longa flerta com o choque de gerações, já que a chefe de Bridget é uma jovem trinta e poucos anos que tenta impor algumas mudanças radicais no programa (linguagem, matérias, postura e etc), e Darcy, com toda sua elegância inglesa, sendo defensor de um grupo de mulheres que mostram o peito em passeatas defendendo os direitos femininos. Este segundo ponto, em específico, se tivesse ficado de plano de fundo teria funcionado, mas no final vira alvo de piadinhas e isso pode deixar as feministas de plantão bem bravas. E voltando ao choque de gerações, Bridget tem seu “momento de meia idade dando bronca na geração anterior”, mas de novo, não funciona! Talvez este seja o único momento onde vemos a personagem “mais velha”, só que o diálogo é curto e não salva o enredo, longe disso.

O Bebê de Bridget Jones não é totalmente ruim. Temos alguns elementos já esperados, como a redenção de um personagem, uma certa música que você canta quando está só e uma resolução que deixará os fãs satisfeitos. Colin Firth segue apaixonante como Mark Darcy. Sei lá, essa frase parecia necessária aqui. Enfim, o que esperar da terceira parte desta franquia? Boas risadas, mas o Fator X (precisamos parar de ver X-Factor Brasil na Band), ficou de fora, abrindo espaço para risadas vindas de outros personagens, como a médica de Bridget interpretada pela incrível Emma Thompson e Miranda (Sarah Solemani), a apresentadora do programa que Bridget é a produtora.

Dirigido por Sharon Maguire, que comandou a primeira produção da franquia, o longa estreia dia 29 de setembro nos cinemas sob distribuição da Universal Pictures. Vale a pena ver no cinema? … É de se pensar duas vezes.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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