[CRÍTICA] O Bom Gigante Amigo: tédio, tédio, tédio. Preparem o cobertor

A Disney erra feio e derrapa com O Bom Gigante Amigo. Tenha sono, tédio, mais um pouco de sono e procure com cuidado a magia e fantasia… Dica: não...

A Disney erra feio e derrapa com O Bom Gigante Amigo.
Tenha sono, tédio, mais um pouco de sono e
procure com cuidado a magia e fantasia…
Dica: não vai encontrar

o-bom-gigante-amigo-disney-3O livro deve ser melhor, como aquele clichê teoricamente verídico que a versão literária dá de 10 a 0 na cinematográfica. Ronald Dahl, responsável pela A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971), também assina a autoria do livro O Bom Gigante Amigo e, assim como aconteceu com a versão original, iria odiar o resultado final da adaptação. Sim, ele odiou a atuação de Gene Wilder e se recusava a reconhecer a obra como sendo coisa sua. E parece que os livros de Dahl não são destinados ao cinema, pelo visto. Não que concordemos com ele sobre A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971) (ok, talvez o remake (2005) com Johnny Depp), mas com certeza o escritor deve estar se revirando no túmulo e rogando pragas do além com o resultado final de sua história sobre gigantes e órfãos.

Nem os efeitos salvam a aventura da órfã Sophie, sequestrada por BGA* (Mark Rylance) – como o chama -, o bom gigante ao ser vista por ele durante sua escapada pela Inglaterra, e a leva para a Terra dos Gigantes para não dar com a língua nos dentes e contar sobre a existência dos grandões comedores de criancinhas. Pois BGA não é um comedor de criancinhas e nem sequer um gigante de verdade: em comparação com os demais gigantes, BGA é um anão constantemente sacaneado pelos outros. Precisa esconder Sophie e protegê-la dos malvados. Uma criancinha fofa e totalmente irritante, metida a sabichona.

Quando a ameaça se torna muito grande, a pequena órfã tem a ideia de pedir a ajuda da Rainha da Inglaterra… E as coisas não melhoram muito de lá para cá. Os efeitos são legaizinhos, a cena com a árvore (a Disney adora árvores) é linda, mas todo o resto, nem tanto. Com ares de contos de fadas, o estúdio do camundongo deveria saber como pilotar essa história, só que não consegue e o ritmo fica uma lástima. Só dá certo se pensarmos como história para dormir: sono, ah! Isso dá mesmo.

O roteiro é simples, com um conflito simples: salvar BGA e todas as crianças inglesas incautas que são sequestradas todas as noites – e não com um destino tão suave quanto o de Sophie. Talvez a mania de grandeza de Steven Spielberg tenha afetado uma história que não precisava de tanta pompa, mas o filme não funciona.

Sorry Disney, mas dessa vez vocês não acertaram. Corram para as montanhas, assistam qualquer coisa, menos O Bom Gigante Amigo. A menos que sofra de insônia. Nesse caso, assista.

(*) Big Friendly Giant = BFG / Brasil: Bom Gigante Amigo = BGA
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