I'll be back. O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio traz Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger de volta à icônica franquia de ação. Vale a pena? Leia

CRÍTICA | O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio traz a Sarah Connor de volta

I'll be back. O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio traz Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger de volta à icônica franquia de ação. Vale a pena? Leia...

Uma coisa é certa, O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio prova que o que faltava na franquia é Linda Hamilton e não Schwarzenegger

É estranhamente refrescante começar uma crítica com uma frase de efeito que certamente vai cutucar as sensibilidades dos fanboys mais raivosos da internet mas, convenhamos, existe alguma franquia mais murro em ponta de faca do que Exterminador do Futuro?

Os primeiros dois filmes são clássicos absolutos do gênero de ação. O que sucedeu foi: um terceiro filme que ninguém se lembra ou se importa, uma continuação dirigida por McG que foi totalmente esquecida e uma continuação, dirigida por Alan Taylor, que transformou a já confusa continuidade da franquia em uma bagunça incoerente.

Será que, com a volta do todo poderoso James Cameron, O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio vai colocar a franquia de volta no eixo?

Esta crítica tem alguns spoilers.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

O novo filme é uma continuação imediata de Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final. Esqueça A Rebelião das Máquinas, A Salvação e Genysis. Sarah Connor (Linda Hamilton) conseguiu impedir a ascensão da Skynet e garantiu que o futuro onde seu filho, John Connor (Edward Furlong) se torna o salvador da humanidade, nunca aconteça. Mesmo assim, seu filho é morto por outro T-800 e Linda desaparece do radar.

Em 2019, surgem duas bolhas de energia viajantes do tempo. Grace (Mackenzie Davis), uma humana aprimorada com implantes cibernéticos e um Rev-9 (Gabriel Luna), uma nova unidade robótica de extermínio. Ambos procuram Dani Ramos (Natalia Reyes).

Grace para protege-la e o exterminador para elimina-la. No meio do caos, ressurge das sombras Sarah Connor, que após a morte de seu filho se tornou uma implacável caçadora de robôs do futuro. O trio agora precisa derrotar a máquina e garantir que Dani sobreviva para se tornar uma importante peça chave no futuro da humanidade.

O futuro é das mulheres

Sarah Connor sempre foi a personagem mais fascinante da franquia, não é a toa que sua ausência afetou severamente a qualidade dos filmes subsequentes (no caso de Genisys, era ruim demais para a coitada salvar o filme sozinha). Tanto que a série The Sarah Connor Chronicles era consideravelmente mais interessante que qualquer filme pós-Julgamento Final. E aqui lembramos por que Linda Hamilton mantém a mesma presença marcante e não é a toa que sua personagem se tornou uma das heroínas mais icônicas do cinema. Durona, vagamente paranoica e capaz de encarar qualquer pesadelo tecnológico futurista sem perder a postura, o filme é o show dela.

Tanto que este chega a ser um dos problemas de Destino Sombrio. John Connor sempre foi mais alegoria que personagem, e Dani não é muito diferente. Grace, aqui uma mistura de Kyle Reese e T-800, seria uma personagem interessante, mas acrescenta muito pouco à trama exceto nas cenas de ação que se assemelham mais aos padrões de luta de filmes de super herói. Não é a toa, Tim Miller, o diretor, foi responsável por Deadpool.

Filme perde fôlego antes do fim

Estruturalmente, é a mesma história de Julgamento Final. Os personagens fogem do monstrão até se armarem o suficiente, bolarem um plano e partirem para a revanche. O longa até flerta com o comentário social ao trabalhar uma nova heroína latina, passar por travessias de fronteira e centros de detenção de imigrantes ilegais, mas é a típica perfumaria que outros roteiros de David S. Goyer também fazem.

O que começa a cansar no filme é que o roteiro não surpreende, você sabe onde todas as peças vão se encaixar. Sarah sabe onde os exterminadores vão surgir porque recebe mensagens misteriosas, é fácil desvendar quem é o responsável, afinal, Arnold Schwarzenegger está no filme e a sinopse acima casualmente esquece de menciona-lo.

Até mesmo as cenas de ação, visualmente impressionantes, cansam antes do desfecho. Miller é um diretor competente para coreografias de combate um a um, quando precisa coordenar a captura de imagens em cenários maiores e mais complexos, acaba deixando a cena bagunçada e difícil de acompanhar.

James Cameron tem passado alguns projetos de estimação nas mãos de outros diretores. No caso de Alita: Anjo de Combate, o resultado final impressiona, tanto na trama quanto no visual. Aqui, Miller falha em elevar a sequencia de uma das franquias mais icônicas de cinema em algo acima das produções blockbuster padrões do ano.

Quer dizer que o filme é necessariamente ruim? Mais ou menos, assim como os últimos três projetos, O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio provavelmente será mais um esquecido pelo consciente coletivo. E pelo jeito, não importa quantos salvadores da humanidade sejam protegidos, o futuro da franquia segue incerto.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio estreia nos cinemas brasileiros dia 31 de Outubro de 2019.

Até a próxima!

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Nota
6.5
Nota
O bom
  • Pelo menos nossa querida Sarah Connor voltou.
O ruim
  • Explicações absurdas sobre viagem no tempo foram uma das piores partes do Genisys... adivinha o que se repete aqui?
  • Direção
    7
  • Roteiro
    6
  • Elenco
    7
  • Enredo
    6
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