[CRÍTICA] O Exterminador do Futuro: Gênesis

O Exterminador do Futuro: Gênesis é o novo reboot / sequência / prequel da famosa série de James Cameron. I’ll Be Back. O Exterminador do Futuro é uma das...

O Exterminador do Futuro: Gênesis
é o novo reboot / sequência / prequel da famosa série de James Cameron.

[dropcap size=small]I’ll Be Back.[/dropcap] O Exterminador do Futuro é uma das mais famosas séries cinematográficas da história, infelizmente, nos últimos 24 anos, desde que James Cameron deixou a franquia para trás, nenhuma tentativa de ressuscitar a franquia foi particularmente bem sucedida. A nova iteração da série nos cinemas, O Exterminador do Futuro: Gênesis consegue trazer novo fôlego para a série e expandir a premissa original para novos horizontes.

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A premissa, para quem não conhece, conta a história de Skynet, um sistema operacional da rede de mísseis norte-americano que ganha inteligência artificial e decide erradicar a raça humana. No futuro, John Connor (Jason Clarke) é o profético líder da resistência humana contras as máquinas. Nas vésperas de sua derrota, Skynet envia para o passado uma unidade Exterminador para eliminar Sarah Connor (Emilia Clarke) antes que esta possa conceber John. Para proteger a mamãe, Connor enviar ao passado seu melhor amigo, Kyle Reese (Jai Courtney) para protege-la. Desta vez, durante a viagem no tempo, uma ocorrência inesperada durante a viagem temporal de Reese e este se encontra em um passado radicalmente alterado. No lugar da indefesa garçonete, surge uma Sarah Connor já treinada em combate e acompanhada de uma unidade T-800 (Arnold Schwarzenegger) que a protege como uma filha.

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Agora, assombrado por novas memórias de um passado que nunca viveu, Reese une forças com Sarah e o Exterminador “Papi” para impedir que mais uma encarnação de Skynet surja no futuro. Desta vez, na forma de um sistema operacional que interliga todos os aparelhos móveis das pessoas com sistemas de grande porte. Tudo complica ainda mais quando surge um novo Exterminador para impedi-los que muda tudo.

O filme se sustenta muito bem durante as revisitações aos primeiros filmes da série. Alan Taylor melhorou consideravelmente suas capacidades como diretor e consegue divertir a audiência recriando momentos icônicos dos filmes de Cameron. É impossível negar o impacto de assistir um Ah-nold envelhecido saindo na porrada com sua versão mais jovem computadorizada. Infelizmente, quando a trama começa a entrar em águas não navegadas, o filme perde o fôlego. A experiência só não é um desperdício completo, pela química que os atores principais têm entre si. Emilia Clarke é uma excelente sucessora de Linda Hamilton no papel de Sarah Connor e Jai Courtney consegue interagir muito bem com sua versão de Kyle Reese. O próprio Schwarzenegger está tentando, há um bom tempo, ressuscitar nas telonas após sua carreira política. Este é o primeiro longa que ele consegue equilibrar bem sua presença gigantesca com o humor do austríaco já estar velho demais para papéis de ação. Como ele diz no filme, “Velho, mas não obsoleto”.

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Vale a pena? Fãs da série sentirão falta dos momentos emocionais mais intensos e das sacadas de James Cameron para incorporar ficção científica pesada em um filme de ação direto. O roteiro pelo menos não se tenta se esforçar muito em se levar a sério e constantemente caçoa de sua própria premissa absurda, mas sem desrespeitar a saga. Assim como Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, é um filme divertido para passar o tempo, mas não entre esperando uma ressuscitação gloriosa da franquia, nem todos conseguem ser Mad Max: Estrada da Fúria.

O Exterminador do Futuro: Gênesis estreia dia 2 de Julho nos cinemas!

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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