[CRÍTICA] O Homem nas Trevas: o título mais sem noção dos últimos tempos…

Está pensando em algo de terror? Puff! Sem chance. O Homem nas Trevas é um filme de suspense totalmente descartável e… Por que gastaram dinheiro com isso? Ah, sabe...

Está pensando em algo de terror? Puff! Sem chance. O Homem nas Trevas é um filme de suspense totalmente descartável e… Por que gastaram dinheiro com isso?

Ah, sabe aquelas horas que passam e não tem jeito de recuperá-las? E o sentimento de: putz, posso desver isso?, domina a mente e nunca a imagem abaixo fez tanto sentido…

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o-homem-das-trevas-critica-freakpop-sony-3Forte? Bem… O Homem nas Trevas merece estrelinhas negativas. O trio Rocky (Jane Levy), Alex (Dylan Minnette) e Money (Daniel Zovatto) são uns trombadinhas de uma cidade quase fantasma. O pai de Alex, um agente de segurança domiciliar, torna fácil invadir as casas: o garoto pega as chaves e os códigos de segurança e pronto! Roubo feito, o pai nada fica sabendo e dinheiro nos bolsos. Alex é claramente manipulado pelos hormônios a participar dessa maluquice, de olho na bela Rocky. Pena que ela é a garota do tatuado Money… Tsc, tsc, tsc.

Rocky precisa dar no pé com sua irmãzinha e sair da cidade caindo aos pedaços, se livrar da mãe bêbada e do “padrasto” esquisito, influências não muito boas para uma criança. Por isso, quando Money aparece com a dica de roubar um velho ermitão – uma bolada de U$ 300 mil – Rocky não quer perder o bilhete dourado para pular fora da espelunca em que vive. Alex, a princípio, não concorda por ser um alto valor, o que pode ferrar seu pai. Mas Rocky pede com jeitinho e consegue convencer o infeliz, que devia pensar mais com a cabeça de cima do que com a de baixo.

E onde estão as trevas nisso tudo? Segura que lá vem: o tal dito cujo que será roubado é um ex-soldado cego, que vive sozinho depois de ter sua filha atropelada e morta por uma garota rica. O valor a ser cuidadosamente surrupiado é a indenização e acordo feito pelos pais da infratora para “compensar” a perda. E aí, mes amis, que as trevas começam a aparecer, de fininho, bem imperceptível.

O Homem Cego (Stephen Lang), bota o terror no trio e não segue o planejado para um roubo fácil. E, mesmo sendo cego, consegue se defender e partir para a porradaria, com sentidos super aguçados level lobisomem. Meio surreal… E ainda com o treinamento militar? Com um silêncio opressor e passos contados no melhor estilo Jurassic Park feat T-Rex, Rocky e Alex precisam encontrar um jeito de escapar do maluco que, não apenas contente em se defender, vai às raias da sandice e crueldade para garantir seus segredos, mais do que seu dinheiro.

O motivo do título não funcionar? Ah, meus caros, além de dar uma falsa impressão de um filme de terror, ainda não funciona na trama. O único nas trevas = escuro (literalmente) é o Homem Cego e, em algumas cenas, a dupla “protagonista”, quando o tio bizarro apaga todas as luzes. O nome original é  Don’t Breathe, ou seja: Não Respire. Passaram bem longe da tradução, hein? Em inglês faz completo sentido, pois o Homem Cego consegue ouvir a respiração dos ladrões e acertá-los em cheio. Portanto, vemos muitas mãos tapando bocas e narizes, controle de respiração e muito grito engolido. 

Não tem nada de diferente, nenhum momento realmente fantástico, uma reviravolta que ninguém pensaria (do tipo Clube da Luta (1999), O Sexto Sentido (1999) e Truque de Mestre (2013)), nem as atuações são tão relevantes assim. Não é que a ideia de enredo seja ruim, longe disso. Mas o produto final entregue e a condução da direção deixam a desejar e tornam esse um daqueles filmes que deviam ir direto para a televisão. Ou tipo uma das produções de gosto duvidoso do canal Syfy

O Homem nas Trevas estreia dia 8 de setembro, um ótimo dia para ficar em casa assistindo Netflix.

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