O Mundo Perdido: Jurassic Park

SEMANA JURÁSSICA | O Mundo Perdido: Jurassic Park

Sim, acreditamos que o 2 é melhor que o 1...

O Mundo Perdido: Jurassic Park: O Mundo Perdido

O Mundo Perdido: Jurassic Park ainda é o melhor da franquia

Bem-vindos à Semana Jurássica! Vamos cobrir todos os filmes da série Jurassic Park antes do lançamento de Jurassic World: O Reino Ameaçado! O filme da vez é o segundo da franquia, O Mundo Perdido: Jurassic Park.

Alguns vão querer bater na gente, mas…

O Mundo Perdido: Jurassic Park é melhor que seu antecessor. Sim, existem puristas que vão querer voar no meu pescoço por escrever isso, mas décadas após a estreia de ambos, a objetividade inevitavelmente traz algumas verdades. Mas vamos com calma.

O Mundo Perdido: Jurassic Park

Quatro anos após os eventos do filme anterior, o sobrinho de John Hammond (Richard Attenbourough) controla a InGen e pretende usar os dinossauros da Isla Sonar para mitigar os custos do desastre do parque de dinossauros original. Esta ilha é o sítio secundário de incubação de dinossauros, e é revelado que apenas alguns dinossauros de fato nasceram na Isla Nublar, e estes apenas para mostrar aos turistas.

Hammond chama Ian Malcolm (Jeff Goldblum) e o convida para chefiar uma expedição até a ilha. Seu plano é documentar a fauna local e manipular a opinião pública a favor da preservação da ilha para impedir que a InGen explore os dinossauros. Malcolm pretende negar, mas descobre que sua namorada, a Dra. Sarah Harding (Julianne Moore) já partiu. Aflito, ele monta uma equipe para para resgatá-la.

Junto com Malcolm, temos o documentarista, Nick Van Owen (Vince Vaughn) e o engenheiro Eddie Carr (Richard Schiff). Na equipe, vai também infiltrada a filha de Ian, Kelly (Vanessa Lee Chester). O que seria uma “simples” missão de resgate, se torna muito mais complicado quando a InGen invade a ilha com um batalhão de mercenários e caçadores para captar diversos dinossauros e leva-los para San Diego, onde pretendem abrir um novo parque.

S0brevivência a qualquer custo

Se Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros foi uma  nova interpretação do arquétipo do Monstro de Frankenstein, O Mundo Perdido: Jurassic Park é o mais próximo que Steven Spielberg já chegou de criar sua versão de King Kong. Uma grande expedição em território desconhecido, onde homens gananciosos tentam tirar de seu habitat natural uma criatura fabulosa e pagam duramente pela sua arrogância.

O Mundo Perdido: Jurassic Park

Aqui é claro, no lugar do lendário gorila gigante, temos um T-Rex e seu filhote, que ao chegar em San Diego, provoca uma carnificina marcante.

Mas estamos nos adiantando

O que torna O Mundo Perdido: Jurassic Park melhor que seu tão querido antecessor é a grande variedade de ideias e cenas que tornam a narrativa mais rica, mas não perde o foco dos elementos centrais que tornam este mundo de dinossauros tão fascinante (isto eventualmente aconteceria no terceiro filme da série). O primeiro filme se sustenta visualmente pelos fascínio que os personagens compartilham com a audiência ao ver os animais pela primeira vez.

Aqui o que impressiona são as formas como os humanos, não mais limitados a apenas se impressionar com as criaturas, interagem neste mundo fantástico. A invasão inicial da InGen e seu enorme comboio militarizado capturando herbívoros é um dos pontos altos da franquia, assim como todo o caos que toma controle da operação quando eles descobrem que os dinossauros não serão controlados tão facilmente.

Dinossauros, dinossauros em todo lugar

O grande número de coadjuvantes também oferece mais coisas para os dinossauros fazer em tela, e consequentemente, mais petiscos. É difícil mensurar o tamanho real de ameaça quando, no caso de um elenco reduzido, os personagens constantemente conseguem fugir. Aqui vemos veículos destruídos, personagens devorados por T-Rex e um matagal alto infestado de velociraptors. Parece que cada cena, pelo menos um soldado ou personagem é devorado, dando a de fato entender que “vida encontra um meio… de te transformar em almoço”.

A trilha sonora de John Williams abandona aquele senso de encantamento do Parque dos Dinossauros, para criar algo que aponta para os terrores que se encontram na selva. O tema principal do filme soa mais como a trilha sonora de um filme de guerra do Vietnam do que mais uma aventura fantástica, e o filme mantém a tensão do começo ao fim.

Tudo isso ajuda ao tornar Ian Malcolm o protagonista. A neurose paranóica do personagem de Goldblum reflete muito bem o clima mais sombrio de O Mundo Perdido: Jurassic Park.

E finalmente

Assistir hoje, após repetidas vezes, o filme ainda impressiona, mas ainda lembro com um certo carinho a primeira vez que vi este filme. O filme poderia terminar muito bem com um cliffhanger quando os heróis embarcam no helicóptero para fugir da ilha, mas não satisfeito, o roteiro continua.

Vemos a arrogância da InGen ao novamente tentar controlar o que não se controla e ao colocar um T-Rex no mundo dos humanos, entendemos porque um dia foram estas criaturas que reinaram no planeta. É aquela mistura de terror e aventura que só Steven Spielberg consegue desenvolver (ou conseguia).

Porém

É claro que também existem coisas que trabalham contra a qualidade final. Por ter um grande elenco de personagens, o filme perde um pouco do foco narrativo. Malcolm também não tem um grande desenvolvimento como personagem, especialmente ao se comparar com Alan Grant no filme anterior.

Peter Ludlow (Arliss Howard), não funciona muito bem como antagonista e sempre fica apagado quando próximo dos outros “vilões” secundários como o caçador Roland Tempo (Pete Postlethwaite), que rouba a cena apenas por ser algo tirado de um conto de Edgar Rice Burroughs e inserido na trama.

Apesar de sacrificar elementos de trama e personagem, O Mundo Perdido: Jurassic Park faz uso do visual e da tensão para criar uma experiência muito mais visceral. E convenhamos, não faz muito mais sentido para um filme sobre dinossauros assassinos?

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Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
9.8
Nota
O bom
  • Acho que Kelly não merece crédito suficiente por ter reintroduzido Gym-Kata aos cinemas.
  • Sim, é a Camila Belle no começo do filme.
O ruim
  • Mas aquela cena da Kelly fazendo Gym-Kata é bem difícil de defender.
  • Direção
    10
  • Elenco
    9
  • Roteiro
    10
  • Enredo
    10
  • Jeff Goldblum sendo sexy
    10
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