[CRÍTICA] O Negócio – 3ª Temp. Ep. 02 – Biografia

Bem vindos ao futuro da prostituição: um prédio de 25 andares para fazer O Negócio A HBO se superou! E de forma positiva. Foram necessárias duas temporadas para que...

Bem vindos ao futuro da prostituição:
um prédio de 25 andares para fazer O Negócio

A HBO se superou! E de forma positiva. Foram necessárias duas temporadas para que O Negócio se transformasse em algo mais real. Deixando de lado toda a introdução sobre o mundo da prostituição de luxo e, consequentemente, sua fantasia baseada no fictício cenário perfeitinho e glamouroso deste universo, a série finalmente ganha uma roupagem nova, bem estruturada e competente.

No segundo episódio, Joana é indicada a um prêmio de melhor executiva. Tendo ainda que lidar com o seu passado, Carpeaux – presidente da holding que a Oceano Azul pertence – cria uma Joana que não é real. Seu currículo, redigido pelo executivo para enviar ao tal prêmio, “vende” uma CEO formada no exterior e com vastas experiências que a distanciam de sua verdadeira formação: a prostituição.

Certa de que este é o melhor caminho a ser trilhado, Mia, assistente e sobrinha de Sônia – fiel escudeira de Karin/Joana – a põe na parede e mostra que a Joana Segal não é a a mesma Joana de antes da Karin, e sim uma Joana muito pior que já está marcada pelas exigências necessárias do mundo corporativo. Um ponto alto do roteiro quando uma jovem aprendiz consegue enxergar o lado negro de uma alta executiva. Um espelho interessante, com uma abordagem intrigante, que reflete o cenário de muitas e muitas empresas multinacionais.

Ao chegar na grande noite da premiação, Karin, que recebeu uma série de promessas para o seu futuro como empresária, toma uma decisão imprevisível e resolve investir em sua grande ideia: um prédio de 25 andares que será um grande monumento à prostituição e a liberdade sexual. Em paralelo, Ariel tem sede para investir em algo caro e grandioso. Após algumas opções como uma Ferrari, um iate e até uma mansão, ele compra o antigo clube da Oceano Azul que virou um spa e estando certo de que aquele lugar é sua verdadeira conquista como milionário, ele chama Karin para voltar para casa, encerrando – por hora – qualquer chance de Ariel voltar a ser o antagonista da trama. Parabéns HBO, uma reviravolta refrescante feita com dois personagens que já tinham seu relacionamento baseado em intrigas bastante saturado.

Magali e Zanini protagonizam a trama romântica e cômica da série. Nada relevante. Já Luna, após perder alguns milhões pela burrice de seu ex-namorado, precisa voltar a atender. Seu novo cliente é Gil, indicado com muita acidez e sarcasmo por Ariel, que paga uma garota de programa diferente por dia para não cair na rotina. Para atende os diversos desejo de Gil, Luna investe em personagens e o fetiche ganha espaço nas telas da HBO. De dominatrix com acessórios de sadomasoquismo para uma colegial que quanto mais transa, mais virgem fica, coleira, chicote, palmadas, sotaques e o desejo de consumir uma mulher inexperiente surgem com destaque no arco de Luna. Ousado? Para caralho!

O segundo episódio manteve sua qualidade de direção, fotografia e edição. Com diálogos mais sólidos, marcantes e com menos bullshitagem, O Negócio parece ter forças para se estabelecer em cima de uma temática mercadológica que garantirá quebras de paradigmas e a exposição da indústria do sexo talvez como nunca nenhuma produtora nacional de grande massa já investiu.

Agora nessa transição toda e anos que se passaram, fica a pergunta onde foi parar o Augusto? Relembrando a todos que ele é o verdadeiro amor de Joana, a verdadeira Joana de antes da Karin.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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